quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SE DEIXAR CHEGAR...


O maior campeão brasileiro. FOTO: Baixaki

"Os caras" estão aí de novo!
3ª colocação do São Paulo já começa a assustar os concorrentes ao título.

É impressionante a regularidade do São Paulo desde o seu primeiro título da era dos pontos corridos, em 2006. Dos 138 jogos disputados entre o início do campeonato de 2006 e a 24ª rodada da edição deste ano, o tricolor do Morumbi venceu 78 partidas, empatou 39 e perdeu apenas 21, com um aproveitamento de 65,9% dos pontos disputados.

Por comparação, o Flamengo, time carioca que somou mais pontos no período citado, teve 59 vitórias, 34 empates e 45 derrotas, um aproveitamento de 51% e um 5º lugar em 2008 como melhor colocação.

No ano passado, quando tirou o título do badalado Grêmio após iniciar uma incrível arrancada, o São Paulo só perdeu 5 vezes, mesmo número de derrotas que tem até o momento neste Brasileirão. Na 24ª rodada, é difícil afirmar que o Campeão Mundial de 2005 terá um aproveitamento igual ao dos últimos três anos. Principalmente ao do ano passado.

Entretanto, o time de Ricardo Gomes pega os rivais diretos Atlético-MG e Internacional nos dias 17/10 e 28/10 em casa e o Goiás em 29/11 no Serra Dourada, na penúltima rodada. Além de já ter empatado com o Palmeiras, outro adversário direto, sob no Morumbi.

Ou seja: dos 12 pontos a disputar contra Palmeiras, Internacional, Atlético-MG e Goiás, atuais 1º, 2º, 4º e 5º colocados respectivamente, o São Pode já conseguiu um e pode chegar a 8, considerando duas vitórias em casa contra o Galo e o Inter e um empate contra o Goiás fora de casa.

O trabalho de Ricardo Gomes mostra-se um tanto quanto diferente em relação ao de Muricy, tanto no aspecto emocional, visto que o ex-zagueiro da seleção brasileira é muito mais tranqüilo do que o atual técnico do Palmeiras, quanto no aspecto tático mesmo. Gomes utiliza mais as peças do seu elenco do que na época de Muricy.

Mas o resultado de ambos é o mesmo: um futebol feio, com foco na marcação e na objetividade. Nada de jogo vistoso. Mas é o futebol feio que já levou as três últimas edições do Campeonato Brasileiro. 1 a 0 e 6 a 1 com direito a gol de bicicleta somam os mesmos três pontos na tabela. Muito melhor vencer vinte partidas por um a zero jogando feio do que vencer dez jogando um futebol vistoso.

Mesmo este blog acreditando na definição de jogo vistoso que Paulo Vinícius Coelho disse num “Linha de Passe” da ESPN Brasil, “um jogo movimentado, rápido, com trocas de passe objetivas, com muitos lances de perigo, não necessariamente com gol de bicicleta, caneta ou chapéus”, futebol ainda é resultado.

Se o futebol vistoso, como o do Palmeiras e o do Internacional, vencer a objetividade do São Paulo, ótimo. Os olhos do espectador irão agradecer (inclusive os do que vos escreve). Mas se deixar chegar, o São Paulo será tetra, penta, hexa, hepta... O futebol feio pode fazer do time do Morumbi um Lyon tupiniquim.

Será que os quatro concorrentes conterão a força do jogo eficiente tricolor?

sábado, 1 de agosto de 2009

ESPECIAL COPA 2014

OBRAS NO MINEIRÃO LEVARÃO ATLÉTICO-MG E CRUZEIRO PARA INDEPENDÊNCIA E NOGUEIRÃO
Principal estádio de MG precisa se adequar aos padrões exigidos pela FIFA

Casa tanto de Atlético quanto de Cruzeiro e uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014, o Mineirão terá de passar por reformas no ano que vem em vista da adequação aos padrões exigidos pela FIFA. De acordo com o release enviado por Leonardo Secco, da agência Web Citzen de Belo Horizonte, o governo mineiro decidiu que o Independência, estádio da Copa do Mundo de 1950 e o Nogueirão, onde o Democrata de Sete Lagoas manda seus jogos, abrigarão os dois representantes do estado no Brasileirão até que as obras no Mineirão terminem.


Estádio Independência. FOTO: Internet

O estádio Independência, que tem esse nome por que pertencia ao extinto Sete de Setembro Futebol Clube, é, desde 1989, casa do América-MG, que atualmente manda suas partidas na Série D do Campeonato Brasileiro neste campo. Mas para receber os grandes, o estádio deverá passar por reformas. O governo mineiro espera a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para realizar os ajustes necessários.


Estádio Nogueirão, em Sete Lagoas. FOTO: Internet.

Situação diferente do Nogueirão. O estádio de Sete Lagoas terá o investimento imediato de R$ 10 milhões do Tesouro do Estado de Minas Gerais e, até que se consiga os recursos para a adequação do Independência, será a casa do Galo e da Raposa no Campeonato Mineiro de 2010.


Projeção do Mineirão após as reformas. Fotomontagem enviada por Leonardo Secco, daWebCitizen.

A reforma do Mineirão criará mais nove mil lugares no estádio, aumentando de 61 para 70 mil a capacidade máxima. O estacionamento ganhará o dobro de vagas, chegando a 20 mil. Outras obras específicas para cumprir às exigências da FIFA também serão realizadas.

Ainda há muito a fazer

Dos doze estádios definidos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, cinco ainda serão construídos – Estádio Nacional (DF), Verdão (MT), Arena Manaus (AM), Arena das Dunas (RN) e Arena Cidade da Copa (PE). E os outros sete – Mineirão (MG), Arena da Baixada (PR), Castelão (CE), Beira Rio (RS), Maracanã (RJ), Fonte Nova (BA) e Morumbi (SP) – ainda terão de passar por muitas obras para terem a infra-estrutura necessária para receberem partida de Copa do Mundo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

MUDANÇA DE FOCO

Aproveitando uma brecha no cansativo trio trabalho-estágio-faculdade... O CANETA agradece.

Por que os clubes do Rio de Janeiro estão tão mal atualmente?
Uma análise histórica da realidade de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.



Zico comemorando um dos seus 508 gols com a camisa do Flamengo. Foto: INTERNET.

Já se foram 12 rodadas do Brasileirão e o melhor carioca na tabela de classificação é o Flamengo, que é apenas o 10º com 15 pontos ganhos em 36 disputados. Botafogo e Fluminense estão na zona de rebaixamento. E o Vasco na Série B, terceiro da zona de classificação, assistindo a belíssima campanha do Guarani. Por que essa realidade dos clubes cariocas? Será reflexo das administrações arcaicas ou realmente o brilho ofuscou-se no final dos anos 90?

Quando se fala de insucesso dos times do Rio de Janeiro, naturalmente aparece a comparação com os paulistas. Bairrismo histórico? Talvez. Mas, no atual cenário do futebol nacional, a comparação com São Paulo se dá porque este estado detém, hoje, o melhor futebol do país. Em termos de estrutura, administração e até mesmo nível técnico. A maior cidade brasileira com o melhor futebol do país.


Máquina Tricolor dos anos 70. Foto: INTERNET

Uma pequena explicação para explicar o porque da última frase. O sucesso nacional dos clubes cariocas se deu principalmente porque a cidade do Rio de Janeiro foi capital federal até 1960. Os centros das discussões políticas e financeiras, entre outros assuntos, estavam concentrados por aqui, enfatizando o poder da cidade em relação à nação. Tendo o futebol como principal esporte do país desde então, esta influencia fez com que Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo ganhassem projeção nacional.

Como se deu este domínio carioca? O rádio foi o principal agente. Por se tratar de um veículo de alcance até internacional – há relatos de se ouvirem os gols de Zico nos EUA pela Rádio Nacional no final dos anos 70 – e pelo fato de as principais rádios do país se concentrarem no Rio de Janeiro, os clubes da então capital federal ganharam todo país. O popularismo do Flamengo em caráter local, por exemplo, fora transmitido via ondas de rádio para muitos rincões do Brasil. E o que explica a existência de 33 milhões de rubro-negros no Brasil e a relação cidade central-imprensa-influencia.


Roberto Dinamite, protagonista de um dos lances mais geniais da história do futebol carioca: clique na foto e leia as legendas do trabalho do excelentíssimo Eurico Dantas.

Após a transferência da capital federal para Brasília, o Rio de Janeiro foi perdendo importância com o tempo. A longínqua Brasília não conseguiu, até hoje, ganhar o mesmo destaque que o Rio. Talvez por ainda não ter conseguido o mesmo glamour da cidade que foi capital do Brasil por séculos. E quem se tornou “cidade centro?” São Paulo. Berço da regular industrialização no Brasil, foi ganhando espaço por sua força econômica. E esta força lhe tornou a principal cidade do país atualmente.

Os veículos de comunicação mais influentes hoje em dia não estão na antiga ou na atual capital federal. Existem até alguns na antiga, mas o “grosso” está na “capital financeira”. São Paulo é o centro das atenções. O futebol praticado na cidade é propagado para todo os rincões do Brasil via todas as tecnologias que a imprensa paulista dispõe, isto é, jornal, rádio, TV, Internet, celular... Inapelável em relação ao simples, mas revolucionário para a sua época, rádio, que disseminou o futebol carioca.


O genio das pernas tortas fazendo mais uma de suas peripércias com a bola. Foto: INTERNET.

Sem influencia, menos atenção. Menos atenção, menos patrocinadores. Menos patrocinadores, mais dependência do trabalho dos cartolas. Mais dependência dos trabalhos dos cartolas, mais necessidade de boas administrações. O que no Rio nunca existiu desde que este que escreve se entende como gente. Melhor, até mesmo antes, muito antes, do nascimento deste que escreve.

Não que o brilho tenha acabado no fim da década de 90. Há brilho. Não há boa administração. Como trouxe o conteúdo deste texto, o problema é histórico. A realidade não mudará da noite para o dia, como os cartolas cariocas pensam. Enquanto eles continuam vivendo das glórias da capital federal e não se enquadram à atual conjuntura, São Paulo cresce, domina. E traz junto Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Se nada mudar, as fotos do post ficarão como lembrança do futebol carioca.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DE VOLTA: MAIS UMA VEZ!

Mais uma tentativa de reinicio... Vamos ver se a rotina deixa o "menino fazer o que gosta"...

Nesse meio tempo em que o Caneta esteve fora do ar, este que vos escreve foi aceito no site FUTNET (http://www.futnet.com.br/), onde colabora com a cobertura do Botafogo. E para celebrar essa nova tentativa de reinicio do blog, segue a matéria publicada ontem no citado site sobre o início de Brasileirão do Botafogo.


FOTO: INTERNET

Início de Brasileirão do Bota é parecido com o de rebaixados em edições anteriores
Aldevan Junior
Rio de Janeiro - RJ

A torcida alvinegra já começa a ficar apreensiva com o início de Brasileirão do Botafogo. Isso porque desde o início da era dos pontos corridos, pelo menos uma das equipes que somaram, no máximo, seis pontos nas oito primeiras rodadas do Brasileirão caiu para a Série B. Com exceção de 2004, quando o próprio Botafogo dividia as últimas posições com o Flamengo (ambos com quatro pontos) e o Paysandu (três pontos) na 8ª rodada e nenhum foi rebaixado no fim.

Em 2003, ano em que o Cruzeiro levou a tríplice coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão – Ponte Preta, Goiás e Fortaleza eram os últimos da tabela na 8ª rodada, todos com seis pontos. Naquele ano, apenas duas equipes caiam. E o Tricolor de Aço terminou o campeonato rebaixado.

A partir de 2004, o rebaixamento passou a contar com quatro equipes. Na 8ª rodada do Brasileirão de 2005, os quatro últimos eram Brasiliense, Figueirense (ambos com seis pontos), Atlético-MG (cinco) e Atlético-PR (quatro). O time do Distrito Federal e o Galo acabaram rebaixados. Neste ano, o Corinthians levantou o caneco, em meio à polêmica dos jogos anulados e a complicada partida contra o Internacional no Pacaembu, numa atuação desastrosa do árbitro Márcio Resende de Freitas.

Já em 2006, 2007 e 2008, anos do tri do São Paulo, a já citada saga continuou. Em 2006, o Palmeiras tinha quatro e o Santa Cruz, três; o tricolor pernambucano terminou na Série B e hoje está na última divisão do futebol nacional, a nova Série D. Em 2007, o Náutico tinha cinco e o América-RN, quatro; o time de Natal, que naquele ano fez a pior campanha da história do Brasileirão de pontos corridos, caiu. E em 2008, Santos e Goiás tinham seis, o Ipatinga, cinco e o Fluminense, concentrado na disputa da Libertadores, tinha apenas três. O Tricolor carioca conseguiu se livrar, mas o time do Vale do Aço mineiro foi rebaixado.

Em quatro edições desses sete anos de Brasileirão de pontos corridos, o lanterna da 8ª caiu para a Série B. Por isso, é bom o Glorioso abrir o olho. O time é o último colocado do Campeonato Brasileiro, com apenas seis pontos ganhos em 24 disputados. E terá de se superar diante do líder Atlético-MG no próximo domingo no Mineirão para se livrar do fantasma do rebaixamento.

domingo, 26 de abril de 2009

BOTAFOGO 2 X 2 FLAMENGO

CRÔNICA: Peripércias no Maior do Mundo
A primeira final a gente nunca esquece

Torcida do Flamengo faz a festa antes da partida começar (FOTO: Aldevan Junior)

Depois de muito tempo longe, enfim voltei ao velho Maracanã. Minha noiva nunca havia ido ao estádio e eu resolvi levá-la logo numa final. Foi também a minha primeira final no Mário Filho. A ida vez foi em 2006, na estréia do Bruno e do Jajá (aquele que veio da Espanha e depois sumiu). Ney Franco era o técnico e resistia à pressão – depois da Copa do Brasil, o time relaxou no Brasileirão daquele ano. Numa partida péssima do volante Júnior, hoje no Atlético-MG, o Fla perdeu para o Internacional por 2 a 1, de virada, dois de Fernandão (um de pênalti e um de cabeça). Obina fez o do Mengo, cabeceando bola cruzada por Juan.

Mas hoje não era dia de pensar em derrota. Até porque não queria que a Monique ficasse com fama de pé frio... Ficamos na cadeira branca, na chamada zona mista, onde é mais tranqüilo, mas ninguém quase canta. Ruim, pois das outras vezes que fui fiquei no meio da Raça e cantei o jogo inteiro. Para evitar tumulto, ficamos na branca mesmo.

Fora um casal botafoguense que insistia em ficar no meio da torcida do Flamengo (e no nosso lado), a torcida rubro-negra imperou. Não só nas cadeiras brancas, mas no estádio todo. Aliás, cadê a torcida do Botafogo no Rio de Janeiro? Mal se limitou a ocupar o espaço destinado a ela nas arquibancadas verdes e uma pequeníssima parte da amarela.

O jogo: ir ao estádio para torcer complica a vida de um jornalista. É muito complicado ficar no meio da torcida do Flamengo, clube do coração, e ser imparcial. Se na hora não deu para analisar mais jornalisticamente a partida, façamos aqui.

O Flamengo começou melhor e chegou ao seu gol explorando o lado esquerdo da defesa alvinegra que, se Léo Moura e Zé Roberto não estivessem tão mal, certamente os ataques do Fla neste setor seriam mais constantes e perigosos. Estes dois estavam tão desligados que quem apareceu para sofrer pênalti no lado direito do ataque foi o ala esquerdo. Juan sofreu e bateu o pênalti, abrindo o placar para o Fla.

Depois de abrir o placar, o time de Cuca desandou. O trio maravilha do Botafogo ameaçou bastante, aproveitando principalmente a má tarde do garoto Wellington, que não acertava a marcação no lado direito da defesa e fez a falta em Maicossuel, que originou no gol de empate do Bota. E no finalzinho da primeira etapa, após falta cobrada do lado esquerdo do seu ataque, o time da estrela solitária virou com cabeçada de Reinaldo.

Na etapa final, Cuca veio do intervalo sem Zé Roberto e com Josiel. O que não acrescentou em muita coisa no inoperante ataque rubro negro – Emerson esteve muito apático. Já Ney Franco manteve o time e a pegada firme, buscando o terceiro para sacramentar o placar. O Fogão só não foi bem sucedido porque perdeu dois dos seus melhores jogadores em campo por contusão: Maicossuel, autor de um grande drible para cima de Juan um pouco antes de sair do campo por lesão na coxa, e Reinaldo. Aproveitando o nervosismo adversário e pressionando a saída de bola, a ampliação do placar não veio porque Bruno, apesar de não ter passado segurança hoje, interveio bem.

Mas mesmo assim o Flamengo não conseguia emplacar. Até que Cuca sacou aqueles que eram alvos da torcida pelo dia infeliz: Léo Moura, que deu lugar a Éverton Silva e Wellington, que deu lugar a Erick Flores. A ofensividade foi premiada por mais um gol contra do zagueiro alvinegro Emerson: Willians, que não foi nem sombra daquele que praticamente anulou Maicossuel na final da Taça Rio, chutou, a bola desviou em Emerson e enganou Renan.

Final 2 a 2. Botafogo melhor durante grande parte do jogo e refém do seu trio ofensivo. Se Maicossuel não jogar a finalíssima, será um grande problema para Ney. Já Cuca precisa ajustar o lado direito da defesa e dar um jeito no ataque. Definitivamente, Zé Roberto não é atacante e Emerson ainda não está em condições ideais de jogo.


A velha foto para a posteridade: Aldevan e Monique (Aldevan Junior)

PS. Minha noiva gostou muito, aliás, nós gostamos muito. Ela passou pela mesma experiência de qualquer pessoa que vai ao estádio de futebol pela primeira vez: sente a falta do replay, mas vibra com o calor da torcida. Enfim, foi uma ótima experiência.

domingo, 19 de abril de 2009

TAÇA RIO E OUTROS ESTADUAIS

Com uma semana de atraso, o CANETA DE CHUTEIRA está de volta. E para falar do campeão da Taça Rio e dos outros estaduais.

FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO

O capitão Fábio Luciano ergue a Taça Rio. (FOTO: REUTERS)

Muito se comentou aqui no Rio em relação a essa final de Taça Rio. De que não seria interessante para quem transmite o Estadual do Rio que o mesmo terminasse duas rodadas antes do que o Campeonato Paulista, por exemplo.

Mas o Botafogo mostrou que não estava nem aí para isso e encarou o Flamengo com bravura, tendo até as melhores chances da partida. O trio Maicossuel-Victor Simões-Reinaldo deu muito trabalho à defesa rubro-negra, principalmente os dois primeiros: o maestro mandou uma bola na trave de Bruno e o camisa 9 desperdiçou um ótima oportunidade diante do arqueiro rival. Thiaguinho, apesar da expulsão na etapa final, também incomodou o lado direito da defesa adversária.

Já o Flamengo mostrou que vem numa crescente interessante, principalmente depois do empate no Fla-Flu da primeira rodada da Taça Rio. Teve maior posse de bola na final, envolveu o adversário diante boa parte da partida, mas sem incomodar muito a meta de Renan. O domínio territorial foi agraciado na infelicidade do zagueiro alvinegro Emerson, que "fez o gol" do título do Mengo, após tentativa de corte que parou no fundo da rede do Bota. O destaque da partida foi Willians; um verdadeiro LEÃO à frente da defesa rubro-negra. Ótimo nos desarmes, anulou Maicossuel com uma marcação leal, onde a violência deu lugar à impressionantes interceptações.

Agora as equipes se enfrentam mais duas vezes para decidir o Carioca 2009. Favorito? Impossível apontar. Se o Flamengo mostrar o ímpeto das últimas partidas e o Botafogo continuar a mostrar esse futebol envolvente - o melhor apresentado no futebol carioca até agora - o Rio de Janeiro irá assistir uma bela final. Que vença o melhor, sem ajuda da arbitragem, de preferência. O futebol agradece.

OUTROS ESTADUAIS

- SÃO PAULO:


Ronaldo e a finalização depois da ótima arrancada. (FOTO: AGÊNCIA ESTADO)

Que final! Santos e Corinthians passaram como tratores sobre Palmeiras e São Paulo respectivamente e vão fazer a grande finalíssima na terra da garoa. No sábado, o Peixe, que vencera a primeira partida por 2 a 1, venceu o Palmeiras em pleno Palestra Itália com o mesmo placar da Vila Belmiro, numa noite fantástica do baixinho Madson. Destaque negativo para Diego Souza, que perdeu a cabeça e agrediu Domingos de forma covarde, por trás, mesmo estando já expulso pelo árbitro da partida.

No Morumbi, o Timão venceu mais uma vez o São Paulo; dessa vez por 2 a 0 (a partida de ida foi 2 a 1 no Pacaembu), com direito a gol do Fenômeno; Cristian lançou e o público no estádio do São Paulo teve a oportunidade de assistir um lance de Ronaldo que lembrou sua época de Barcelona, uma arrancada fulminante que resultou numa ótima finalização diante do goleiro Bosco.

Mostrando a superioridade que mostraram diante dos seus adversários na semifinal, Santos e Corinthians tem tudo para fazer dois grandes jogos na final. Vila Belmiro e Pacaembu vão tremer!!!



Jogadores do Sport comomoram mais um título pernambucano invicto. (FOTO: SITE OFICIAL DO CLUBE)

- Parabéns a Internacional e Sport, que se sagraram campeões estaduais antecipadamente. O Colorado enfiou 8 a 1 no Caxias e venceu o estadual do Rio Grande do Sul com uma brilhante exibição. Em 2007, o time vermelho também venceu o Gauchão com goleada: 8 a 2 diante do Juventude. Os times de Caxias do Sul terão trauma do Inter por um bom tempo...

Já o rubro-negro pernambucano venceu, mais uma vez invicto, o Campeonato de Pernambuco ao empatar com o Náutico e levar o segundo turno. Já que o Leão da Ilha havia sido campeão também do primeiro turno, levou o estadual com antecipação. Que ano do Sport! Ótima campanha na Libertadores e mais um título invicto em Pernambuco. Que o bom trabalho de Nelsinho Baptista seja recompensado com mais títulos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ESTAMOS DE VOLTA (ATÉ QUE ENFIM!)

Esta postagem não terá foto.


Este que vos escreve terá a missão de, mais uma vez entre tantas outras, pedir desculpas aos leitores do CANETA DE CHUTEIRA que, por conta da quantidade E X C E S S I V A de afazeres do dia-a-dia deste editor "maluco" (trabalho, estágio, curso de inglês, curso de francês e faculdade de jornalismo), e pelo velho problema no serivo de internet (desta vez tiraram o provedor do ar sem avisar...), ficaram por vários dias sem ter uma nova postagem.

Qual seria a alternativa então? No atual "pentatlo acadêmico-profissional" do editor deste blog, resta apenas para descanso as tardes de sábado e o dia de domingo.

AH! A alternativa é avisao aos leitores que o CANETA chegou ao fim... J A M A I S !!! A solução é uma postagem por semana, sempre aos domingos, sempre abordando o melhor do futebol.

E já neste domingo tem nova postagem sobre o nosso esporte bretão.

PS.: Menções honrosas ao BOTAFOGO FR, campeão da Taça Guanabara! O Fogão foi campeão do primeiro turno do estadual do Rio enquanto o CANETA esteve fora do ar. PARABÉNS FOGÃO!