terça-feira, 30 de março de 2010

VALEU, MESTRE ARMANDO!

Armando, a bola e os livros: combinação perfeita. FOTO: Divulgação.

Era um trabalho para a matéria "História do Jornalismo", do professor Antônio Brasil, no meu 1º período de jornalismo na Uerj. O objetivo era fazer uma minimonografia. O tema escolhido: a história do jornalismo esportivo no Rio de Janeiro. Foi nas pesquisas para este trabalho que eu pude conhecer melhor Armando.

Dois fatos encontrados foram crucias para eu passar a tê-lo como mestre na profissão. O primeiro foi a presença dele na primeira mesa redonda da televisão brasileira, a Grande Resenha Facit. E o segundo foi o seu trabalho no Jornal Nacional. Não sou muito fã do JN, mas o trabalho de Armando frente este telejornal foi revolucionário. Alguns padrões determinados nos 20 anos que ele esteve no comando junto com Maria Alice permanecem até hoje, principalmente no diz respeito à padronização da linguagem.

O mestre, inclusive, foi demitido da Rede Globo por não concordar com a manobra feita para beneficiar Collor na primeira eleição livre para presidência após a ditadura militar. Um debate, promovido pela própria emissora, fora realizado tarde da noite e no dia seguinte, a matéria que fora para o Jornal Nacional teve edição que beneficiava o então candidato do PRN. A ordem para a edição não foi do diretor de jornalismo, o mestre Armando. E sim do "todo-poderoso" Roberto Marinho. Ao reclamar com o chefe sobre o ocorrido, Nogueira foi demitido.

Antes de conhecê-lo neste trabalho, eu já o acompanhava nas colunas do Lance às quartas-feiras, sempre admirando a forma polida do mestre em realizar uma crônica esportiva. Ainda do ensino fundamental, uma professora de Língua Portuguesa, a Dona Rosa, sempre me indicou os textos de Armando, vendo que aquele gordinho que gostava de futebol só gostava de ler os “tranqueiras” da bola.

Mestre Armando, muito obrigado por ter, durante sua carreira, moldado o perfil do jornalista exemplar. O senhor sempre estará no coração daquele alucinado que só quer escrever/produzir uma notícia. Descanse em paz!

2 comentários:

Cleber Soares disse...

E ai Aldevan, tudo blz. Paraéns pelo blog.
Em relação ao post, "O Brasil perde um jornalista mas ganha um mito".
e vida que continua.....

Lhe enviei um e-mail lhe propondo uma parceria, espero que aceite.
Um grande abraço.

Carlão Azul disse...

Armando Nogueira:
"Aliás, o Cruzeiro não é um simples clube esportivo. Tantas glórias já conquistou seu time que o justo, mesmo, é saudá-lo como uma das mais cintilantes legendas do futebol brasileiro."

Grande jornalista, detentor de grandiosos textos. Sou um admirador deste que se foi, no meu blog de brindes também postei minhas singela homenagem à esse grande cronista e comentarista esportivo brasileiro.

Saudações Celestes

Sou Cruzeirense – Blog
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