quarta-feira, 16 de setembro de 2009

SE DEIXAR CHEGAR...


O maior campeão brasileiro. FOTO: Baixaki

"Os caras" estão aí de novo!
3ª colocação do São Paulo já começa a assustar os concorrentes ao título.

É impressionante a regularidade do São Paulo desde o seu primeiro título da era dos pontos corridos, em 2006. Dos 138 jogos disputados entre o início do campeonato de 2006 e a 24ª rodada da edição deste ano, o tricolor do Morumbi venceu 78 partidas, empatou 39 e perdeu apenas 21, com um aproveitamento de 65,9% dos pontos disputados.

Por comparação, o Flamengo, time carioca que somou mais pontos no período citado, teve 59 vitórias, 34 empates e 45 derrotas, um aproveitamento de 51% e um 5º lugar em 2008 como melhor colocação.

No ano passado, quando tirou o título do badalado Grêmio após iniciar uma incrível arrancada, o São Paulo só perdeu 5 vezes, mesmo número de derrotas que tem até o momento neste Brasileirão. Na 24ª rodada, é difícil afirmar que o Campeão Mundial de 2005 terá um aproveitamento igual ao dos últimos três anos. Principalmente ao do ano passado.

Entretanto, o time de Ricardo Gomes pega os rivais diretos Atlético-MG e Internacional nos dias 17/10 e 28/10 em casa e o Goiás em 29/11 no Serra Dourada, na penúltima rodada. Além de já ter empatado com o Palmeiras, outro adversário direto, sob no Morumbi.

Ou seja: dos 12 pontos a disputar contra Palmeiras, Internacional, Atlético-MG e Goiás, atuais 1º, 2º, 4º e 5º colocados respectivamente, o São Pode já conseguiu um e pode chegar a 8, considerando duas vitórias em casa contra o Galo e o Inter e um empate contra o Goiás fora de casa.

O trabalho de Ricardo Gomes mostra-se um tanto quanto diferente em relação ao de Muricy, tanto no aspecto emocional, visto que o ex-zagueiro da seleção brasileira é muito mais tranqüilo do que o atual técnico do Palmeiras, quanto no aspecto tático mesmo. Gomes utiliza mais as peças do seu elenco do que na época de Muricy.

Mas o resultado de ambos é o mesmo: um futebol feio, com foco na marcação e na objetividade. Nada de jogo vistoso. Mas é o futebol feio que já levou as três últimas edições do Campeonato Brasileiro. 1 a 0 e 6 a 1 com direito a gol de bicicleta somam os mesmos três pontos na tabela. Muito melhor vencer vinte partidas por um a zero jogando feio do que vencer dez jogando um futebol vistoso.

Mesmo este blog acreditando na definição de jogo vistoso que Paulo Vinícius Coelho disse num “Linha de Passe” da ESPN Brasil, “um jogo movimentado, rápido, com trocas de passe objetivas, com muitos lances de perigo, não necessariamente com gol de bicicleta, caneta ou chapéus”, futebol ainda é resultado.

Se o futebol vistoso, como o do Palmeiras e o do Internacional, vencer a objetividade do São Paulo, ótimo. Os olhos do espectador irão agradecer (inclusive os do que vos escreve). Mas se deixar chegar, o São Paulo será tetra, penta, hexa, hepta... O futebol feio pode fazer do time do Morumbi um Lyon tupiniquim.

Será que os quatro concorrentes conterão a força do jogo eficiente tricolor?

sábado, 1 de agosto de 2009

ESPECIAL COPA 2014

OBRAS NO MINEIRÃO LEVARÃO ATLÉTICO-MG E CRUZEIRO PARA INDEPENDÊNCIA E NOGUEIRÃO
Principal estádio de MG precisa se adequar aos padrões exigidos pela FIFA

Casa tanto de Atlético quanto de Cruzeiro e uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014, o Mineirão terá de passar por reformas no ano que vem em vista da adequação aos padrões exigidos pela FIFA. De acordo com o release enviado por Leonardo Secco, da agência Web Citzen de Belo Horizonte, o governo mineiro decidiu que o Independência, estádio da Copa do Mundo de 1950 e o Nogueirão, onde o Democrata de Sete Lagoas manda seus jogos, abrigarão os dois representantes do estado no Brasileirão até que as obras no Mineirão terminem.


Estádio Independência. FOTO: Internet

O estádio Independência, que tem esse nome por que pertencia ao extinto Sete de Setembro Futebol Clube, é, desde 1989, casa do América-MG, que atualmente manda suas partidas na Série D do Campeonato Brasileiro neste campo. Mas para receber os grandes, o estádio deverá passar por reformas. O governo mineiro espera a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para realizar os ajustes necessários.


Estádio Nogueirão, em Sete Lagoas. FOTO: Internet.

Situação diferente do Nogueirão. O estádio de Sete Lagoas terá o investimento imediato de R$ 10 milhões do Tesouro do Estado de Minas Gerais e, até que se consiga os recursos para a adequação do Independência, será a casa do Galo e da Raposa no Campeonato Mineiro de 2010.


Projeção do Mineirão após as reformas. Fotomontagem enviada por Leonardo Secco, daWebCitizen.

A reforma do Mineirão criará mais nove mil lugares no estádio, aumentando de 61 para 70 mil a capacidade máxima. O estacionamento ganhará o dobro de vagas, chegando a 20 mil. Outras obras específicas para cumprir às exigências da FIFA também serão realizadas.

Ainda há muito a fazer

Dos doze estádios definidos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, cinco ainda serão construídos – Estádio Nacional (DF), Verdão (MT), Arena Manaus (AM), Arena das Dunas (RN) e Arena Cidade da Copa (PE). E os outros sete – Mineirão (MG), Arena da Baixada (PR), Castelão (CE), Beira Rio (RS), Maracanã (RJ), Fonte Nova (BA) e Morumbi (SP) – ainda terão de passar por muitas obras para terem a infra-estrutura necessária para receberem partida de Copa do Mundo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

MUDANÇA DE FOCO

Aproveitando uma brecha no cansativo trio trabalho-estágio-faculdade... O CANETA agradece.

Por que os clubes do Rio de Janeiro estão tão mal atualmente?
Uma análise histórica da realidade de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.



Zico comemorando um dos seus 508 gols com a camisa do Flamengo. Foto: INTERNET.

Já se foram 12 rodadas do Brasileirão e o melhor carioca na tabela de classificação é o Flamengo, que é apenas o 10º com 15 pontos ganhos em 36 disputados. Botafogo e Fluminense estão na zona de rebaixamento. E o Vasco na Série B, terceiro da zona de classificação, assistindo a belíssima campanha do Guarani. Por que essa realidade dos clubes cariocas? Será reflexo das administrações arcaicas ou realmente o brilho ofuscou-se no final dos anos 90?

Quando se fala de insucesso dos times do Rio de Janeiro, naturalmente aparece a comparação com os paulistas. Bairrismo histórico? Talvez. Mas, no atual cenário do futebol nacional, a comparação com São Paulo se dá porque este estado detém, hoje, o melhor futebol do país. Em termos de estrutura, administração e até mesmo nível técnico. A maior cidade brasileira com o melhor futebol do país.


Máquina Tricolor dos anos 70. Foto: INTERNET

Uma pequena explicação para explicar o porque da última frase. O sucesso nacional dos clubes cariocas se deu principalmente porque a cidade do Rio de Janeiro foi capital federal até 1960. Os centros das discussões políticas e financeiras, entre outros assuntos, estavam concentrados por aqui, enfatizando o poder da cidade em relação à nação. Tendo o futebol como principal esporte do país desde então, esta influencia fez com que Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo ganhassem projeção nacional.

Como se deu este domínio carioca? O rádio foi o principal agente. Por se tratar de um veículo de alcance até internacional – há relatos de se ouvirem os gols de Zico nos EUA pela Rádio Nacional no final dos anos 70 – e pelo fato de as principais rádios do país se concentrarem no Rio de Janeiro, os clubes da então capital federal ganharam todo país. O popularismo do Flamengo em caráter local, por exemplo, fora transmitido via ondas de rádio para muitos rincões do Brasil. E o que explica a existência de 33 milhões de rubro-negros no Brasil e a relação cidade central-imprensa-influencia.


Roberto Dinamite, protagonista de um dos lances mais geniais da história do futebol carioca: clique na foto e leia as legendas do trabalho do excelentíssimo Eurico Dantas.

Após a transferência da capital federal para Brasília, o Rio de Janeiro foi perdendo importância com o tempo. A longínqua Brasília não conseguiu, até hoje, ganhar o mesmo destaque que o Rio. Talvez por ainda não ter conseguido o mesmo glamour da cidade que foi capital do Brasil por séculos. E quem se tornou “cidade centro?” São Paulo. Berço da regular industrialização no Brasil, foi ganhando espaço por sua força econômica. E esta força lhe tornou a principal cidade do país atualmente.

Os veículos de comunicação mais influentes hoje em dia não estão na antiga ou na atual capital federal. Existem até alguns na antiga, mas o “grosso” está na “capital financeira”. São Paulo é o centro das atenções. O futebol praticado na cidade é propagado para todo os rincões do Brasil via todas as tecnologias que a imprensa paulista dispõe, isto é, jornal, rádio, TV, Internet, celular... Inapelável em relação ao simples, mas revolucionário para a sua época, rádio, que disseminou o futebol carioca.


O genio das pernas tortas fazendo mais uma de suas peripércias com a bola. Foto: INTERNET.

Sem influencia, menos atenção. Menos atenção, menos patrocinadores. Menos patrocinadores, mais dependência do trabalho dos cartolas. Mais dependência dos trabalhos dos cartolas, mais necessidade de boas administrações. O que no Rio nunca existiu desde que este que escreve se entende como gente. Melhor, até mesmo antes, muito antes, do nascimento deste que escreve.

Não que o brilho tenha acabado no fim da década de 90. Há brilho. Não há boa administração. Como trouxe o conteúdo deste texto, o problema é histórico. A realidade não mudará da noite para o dia, como os cartolas cariocas pensam. Enquanto eles continuam vivendo das glórias da capital federal e não se enquadram à atual conjuntura, São Paulo cresce, domina. E traz junto Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Se nada mudar, as fotos do post ficarão como lembrança do futebol carioca.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DE VOLTA: MAIS UMA VEZ!

Mais uma tentativa de reinicio... Vamos ver se a rotina deixa o "menino fazer o que gosta"...

Nesse meio tempo em que o Caneta esteve fora do ar, este que vos escreve foi aceito no site FUTNET (http://www.futnet.com.br/), onde colabora com a cobertura do Botafogo. E para celebrar essa nova tentativa de reinicio do blog, segue a matéria publicada ontem no citado site sobre o início de Brasileirão do Botafogo.


FOTO: INTERNET

Início de Brasileirão do Bota é parecido com o de rebaixados em edições anteriores
Aldevan Junior
Rio de Janeiro - RJ

A torcida alvinegra já começa a ficar apreensiva com o início de Brasileirão do Botafogo. Isso porque desde o início da era dos pontos corridos, pelo menos uma das equipes que somaram, no máximo, seis pontos nas oito primeiras rodadas do Brasileirão caiu para a Série B. Com exceção de 2004, quando o próprio Botafogo dividia as últimas posições com o Flamengo (ambos com quatro pontos) e o Paysandu (três pontos) na 8ª rodada e nenhum foi rebaixado no fim.

Em 2003, ano em que o Cruzeiro levou a tríplice coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão – Ponte Preta, Goiás e Fortaleza eram os últimos da tabela na 8ª rodada, todos com seis pontos. Naquele ano, apenas duas equipes caiam. E o Tricolor de Aço terminou o campeonato rebaixado.

A partir de 2004, o rebaixamento passou a contar com quatro equipes. Na 8ª rodada do Brasileirão de 2005, os quatro últimos eram Brasiliense, Figueirense (ambos com seis pontos), Atlético-MG (cinco) e Atlético-PR (quatro). O time do Distrito Federal e o Galo acabaram rebaixados. Neste ano, o Corinthians levantou o caneco, em meio à polêmica dos jogos anulados e a complicada partida contra o Internacional no Pacaembu, numa atuação desastrosa do árbitro Márcio Resende de Freitas.

Já em 2006, 2007 e 2008, anos do tri do São Paulo, a já citada saga continuou. Em 2006, o Palmeiras tinha quatro e o Santa Cruz, três; o tricolor pernambucano terminou na Série B e hoje está na última divisão do futebol nacional, a nova Série D. Em 2007, o Náutico tinha cinco e o América-RN, quatro; o time de Natal, que naquele ano fez a pior campanha da história do Brasileirão de pontos corridos, caiu. E em 2008, Santos e Goiás tinham seis, o Ipatinga, cinco e o Fluminense, concentrado na disputa da Libertadores, tinha apenas três. O Tricolor carioca conseguiu se livrar, mas o time do Vale do Aço mineiro foi rebaixado.

Em quatro edições desses sete anos de Brasileirão de pontos corridos, o lanterna da 8ª caiu para a Série B. Por isso, é bom o Glorioso abrir o olho. O time é o último colocado do Campeonato Brasileiro, com apenas seis pontos ganhos em 24 disputados. E terá de se superar diante do líder Atlético-MG no próximo domingo no Mineirão para se livrar do fantasma do rebaixamento.

domingo, 26 de abril de 2009

BOTAFOGO 2 X 2 FLAMENGO

CRÔNICA: Peripércias no Maior do Mundo
A primeira final a gente nunca esquece

Torcida do Flamengo faz a festa antes da partida começar (FOTO: Aldevan Junior)

Depois de muito tempo longe, enfim voltei ao velho Maracanã. Minha noiva nunca havia ido ao estádio e eu resolvi levá-la logo numa final. Foi também a minha primeira final no Mário Filho. A ida vez foi em 2006, na estréia do Bruno e do Jajá (aquele que veio da Espanha e depois sumiu). Ney Franco era o técnico e resistia à pressão – depois da Copa do Brasil, o time relaxou no Brasileirão daquele ano. Numa partida péssima do volante Júnior, hoje no Atlético-MG, o Fla perdeu para o Internacional por 2 a 1, de virada, dois de Fernandão (um de pênalti e um de cabeça). Obina fez o do Mengo, cabeceando bola cruzada por Juan.

Mas hoje não era dia de pensar em derrota. Até porque não queria que a Monique ficasse com fama de pé frio... Ficamos na cadeira branca, na chamada zona mista, onde é mais tranqüilo, mas ninguém quase canta. Ruim, pois das outras vezes que fui fiquei no meio da Raça e cantei o jogo inteiro. Para evitar tumulto, ficamos na branca mesmo.

Fora um casal botafoguense que insistia em ficar no meio da torcida do Flamengo (e no nosso lado), a torcida rubro-negra imperou. Não só nas cadeiras brancas, mas no estádio todo. Aliás, cadê a torcida do Botafogo no Rio de Janeiro? Mal se limitou a ocupar o espaço destinado a ela nas arquibancadas verdes e uma pequeníssima parte da amarela.

O jogo: ir ao estádio para torcer complica a vida de um jornalista. É muito complicado ficar no meio da torcida do Flamengo, clube do coração, e ser imparcial. Se na hora não deu para analisar mais jornalisticamente a partida, façamos aqui.

O Flamengo começou melhor e chegou ao seu gol explorando o lado esquerdo da defesa alvinegra que, se Léo Moura e Zé Roberto não estivessem tão mal, certamente os ataques do Fla neste setor seriam mais constantes e perigosos. Estes dois estavam tão desligados que quem apareceu para sofrer pênalti no lado direito do ataque foi o ala esquerdo. Juan sofreu e bateu o pênalti, abrindo o placar para o Fla.

Depois de abrir o placar, o time de Cuca desandou. O trio maravilha do Botafogo ameaçou bastante, aproveitando principalmente a má tarde do garoto Wellington, que não acertava a marcação no lado direito da defesa e fez a falta em Maicossuel, que originou no gol de empate do Bota. E no finalzinho da primeira etapa, após falta cobrada do lado esquerdo do seu ataque, o time da estrela solitária virou com cabeçada de Reinaldo.

Na etapa final, Cuca veio do intervalo sem Zé Roberto e com Josiel. O que não acrescentou em muita coisa no inoperante ataque rubro negro – Emerson esteve muito apático. Já Ney Franco manteve o time e a pegada firme, buscando o terceiro para sacramentar o placar. O Fogão só não foi bem sucedido porque perdeu dois dos seus melhores jogadores em campo por contusão: Maicossuel, autor de um grande drible para cima de Juan um pouco antes de sair do campo por lesão na coxa, e Reinaldo. Aproveitando o nervosismo adversário e pressionando a saída de bola, a ampliação do placar não veio porque Bruno, apesar de não ter passado segurança hoje, interveio bem.

Mas mesmo assim o Flamengo não conseguia emplacar. Até que Cuca sacou aqueles que eram alvos da torcida pelo dia infeliz: Léo Moura, que deu lugar a Éverton Silva e Wellington, que deu lugar a Erick Flores. A ofensividade foi premiada por mais um gol contra do zagueiro alvinegro Emerson: Willians, que não foi nem sombra daquele que praticamente anulou Maicossuel na final da Taça Rio, chutou, a bola desviou em Emerson e enganou Renan.

Final 2 a 2. Botafogo melhor durante grande parte do jogo e refém do seu trio ofensivo. Se Maicossuel não jogar a finalíssima, será um grande problema para Ney. Já Cuca precisa ajustar o lado direito da defesa e dar um jeito no ataque. Definitivamente, Zé Roberto não é atacante e Emerson ainda não está em condições ideais de jogo.


A velha foto para a posteridade: Aldevan e Monique (Aldevan Junior)

PS. Minha noiva gostou muito, aliás, nós gostamos muito. Ela passou pela mesma experiência de qualquer pessoa que vai ao estádio de futebol pela primeira vez: sente a falta do replay, mas vibra com o calor da torcida. Enfim, foi uma ótima experiência.

domingo, 19 de abril de 2009

TAÇA RIO E OUTROS ESTADUAIS

Com uma semana de atraso, o CANETA DE CHUTEIRA está de volta. E para falar do campeão da Taça Rio e dos outros estaduais.

FLAMENGO 1 X 0 BOTAFOGO

O capitão Fábio Luciano ergue a Taça Rio. (FOTO: REUTERS)

Muito se comentou aqui no Rio em relação a essa final de Taça Rio. De que não seria interessante para quem transmite o Estadual do Rio que o mesmo terminasse duas rodadas antes do que o Campeonato Paulista, por exemplo.

Mas o Botafogo mostrou que não estava nem aí para isso e encarou o Flamengo com bravura, tendo até as melhores chances da partida. O trio Maicossuel-Victor Simões-Reinaldo deu muito trabalho à defesa rubro-negra, principalmente os dois primeiros: o maestro mandou uma bola na trave de Bruno e o camisa 9 desperdiçou um ótima oportunidade diante do arqueiro rival. Thiaguinho, apesar da expulsão na etapa final, também incomodou o lado direito da defesa adversária.

Já o Flamengo mostrou que vem numa crescente interessante, principalmente depois do empate no Fla-Flu da primeira rodada da Taça Rio. Teve maior posse de bola na final, envolveu o adversário diante boa parte da partida, mas sem incomodar muito a meta de Renan. O domínio territorial foi agraciado na infelicidade do zagueiro alvinegro Emerson, que "fez o gol" do título do Mengo, após tentativa de corte que parou no fundo da rede do Bota. O destaque da partida foi Willians; um verdadeiro LEÃO à frente da defesa rubro-negra. Ótimo nos desarmes, anulou Maicossuel com uma marcação leal, onde a violência deu lugar à impressionantes interceptações.

Agora as equipes se enfrentam mais duas vezes para decidir o Carioca 2009. Favorito? Impossível apontar. Se o Flamengo mostrar o ímpeto das últimas partidas e o Botafogo continuar a mostrar esse futebol envolvente - o melhor apresentado no futebol carioca até agora - o Rio de Janeiro irá assistir uma bela final. Que vença o melhor, sem ajuda da arbitragem, de preferência. O futebol agradece.

OUTROS ESTADUAIS

- SÃO PAULO:


Ronaldo e a finalização depois da ótima arrancada. (FOTO: AGÊNCIA ESTADO)

Que final! Santos e Corinthians passaram como tratores sobre Palmeiras e São Paulo respectivamente e vão fazer a grande finalíssima na terra da garoa. No sábado, o Peixe, que vencera a primeira partida por 2 a 1, venceu o Palmeiras em pleno Palestra Itália com o mesmo placar da Vila Belmiro, numa noite fantástica do baixinho Madson. Destaque negativo para Diego Souza, que perdeu a cabeça e agrediu Domingos de forma covarde, por trás, mesmo estando já expulso pelo árbitro da partida.

No Morumbi, o Timão venceu mais uma vez o São Paulo; dessa vez por 2 a 0 (a partida de ida foi 2 a 1 no Pacaembu), com direito a gol do Fenômeno; Cristian lançou e o público no estádio do São Paulo teve a oportunidade de assistir um lance de Ronaldo que lembrou sua época de Barcelona, uma arrancada fulminante que resultou numa ótima finalização diante do goleiro Bosco.

Mostrando a superioridade que mostraram diante dos seus adversários na semifinal, Santos e Corinthians tem tudo para fazer dois grandes jogos na final. Vila Belmiro e Pacaembu vão tremer!!!



Jogadores do Sport comomoram mais um título pernambucano invicto. (FOTO: SITE OFICIAL DO CLUBE)

- Parabéns a Internacional e Sport, que se sagraram campeões estaduais antecipadamente. O Colorado enfiou 8 a 1 no Caxias e venceu o estadual do Rio Grande do Sul com uma brilhante exibição. Em 2007, o time vermelho também venceu o Gauchão com goleada: 8 a 2 diante do Juventude. Os times de Caxias do Sul terão trauma do Inter por um bom tempo...

Já o rubro-negro pernambucano venceu, mais uma vez invicto, o Campeonato de Pernambuco ao empatar com o Náutico e levar o segundo turno. Já que o Leão da Ilha havia sido campeão também do primeiro turno, levou o estadual com antecipação. Que ano do Sport! Ótima campanha na Libertadores e mais um título invicto em Pernambuco. Que o bom trabalho de Nelsinho Baptista seja recompensado com mais títulos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ESTAMOS DE VOLTA (ATÉ QUE ENFIM!)

Esta postagem não terá foto.


Este que vos escreve terá a missão de, mais uma vez entre tantas outras, pedir desculpas aos leitores do CANETA DE CHUTEIRA que, por conta da quantidade E X C E S S I V A de afazeres do dia-a-dia deste editor "maluco" (trabalho, estágio, curso de inglês, curso de francês e faculdade de jornalismo), e pelo velho problema no serivo de internet (desta vez tiraram o provedor do ar sem avisar...), ficaram por vários dias sem ter uma nova postagem.

Qual seria a alternativa então? No atual "pentatlo acadêmico-profissional" do editor deste blog, resta apenas para descanso as tardes de sábado e o dia de domingo.

AH! A alternativa é avisao aos leitores que o CANETA chegou ao fim... J A M A I S !!! A solução é uma postagem por semana, sempre aos domingos, sempre abordando o melhor do futebol.

E já neste domingo tem nova postagem sobre o nosso esporte bretão.

PS.: Menções honrosas ao BOTAFOGO FR, campeão da Taça Guanabara! O Fogão foi campeão do primeiro turno do estadual do Rio enquanto o CANETA esteve fora do ar. PARABÉNS FOGÃO!

quinta-feira, 12 de março de 2009

CHAMPIONS LEAGUE E FLAMENGO

O assunto de hoje, aliás, de ontem se não fosse a preguiça, é o complemento das oitavas de final da UEFA Champions League. Mas antes de chegar aos jogos em questão, um fato no dia de ontem cabe bem neste espaço para explicitar um “mal” que os telespectadores de TV aberta, infelizmente, passam.

Ontem, fiquei sem TV à cabo à tarde. Isto é, fiquei sem os canais ESPN para ver Manchester United x Internazionale, o jogo da rodada que escolhi para ver (O Reds é o meu time na Inglaterra). Tive que recorrer à TV aberta. Assisti o jogaço pela Rede Record, onde Éder Luis narrou e José Eduardo Savóia comentou.

O fato: é impressionante como o Éder Luis fica elogiando o futebol europeu! Toda hora é “Que jogadoraço! Que jogada! Esse é o melhor futebol do mundo!...” Enfim, fatos que todos os que trabalham com futebol tratam como premissas suprimidas. Essas qualidades do futebol do Velho Continente são corriqueiras, isto é, não precisa ficar repetindo a todo momento numa transmissão. Se for para vender o peixe da emissora que trabalha, Éder se utiliza de uma péssima técnica. O simples já bastaria, pois o produto, UEFA Champions League, já “se vende sozinho”. Confesso que, por várias vezes, fiquei revezando com a “Sessão da Tarde”, tamanha quantidade de adjetivos ditos pelo locutor da rede do Bispo.

A RODADA

Diferentemente dos jogos de terça-feira, eu não fiz um comentário da partida que assisti, pois além de revezar Manchester United x Internazionale com um filme com o Adam Sandler, fiquei de olhos nos outros resultados na internet. Vou fazer um pequeno comentário de cada um.


MANCHESTER UNITED 2 X 0 INTERNAZIONALE

Giggs comemora a vitória com Cristiano Ronaldo (Foto: REUTERS)


Do que eu vi, vi um Manchester que impôs o fator casa e jogou mais do que a equipe de José Mourinho. O gol no início já foi um baita cartão de visitas, do zagueiro Vidic, que estava fora da equipe. Na etapa inicial, nada de tão relevante em relação a uma reação do time italiano.

Já na etapa final, a Inter veio mais motivada, mas quando ameaçava a meta de Van der Sar, levou um gol de Rooney, que sacramentou a classificação inglesa. Destaque para a finalização na trave de Adriano, convocado pelo técnico Dunga para o jogo contra o Equador pelas Eliminatórias.

O Manchester é o meu favorito à conquista da Champions League deste ano. Ferguson está no comando da equipe desde o ano que eu nasci 1986, fato que em si já pode servir como premissa para fundamentar qualquer argumento. E o Reds tem uma equipe compacta, que joga sempre pra frente, sem depender do seu jogador mais badalado. Cristiano Ronaldo resolve, mas Rooney, Berbatov, Giggs, Ferdinand... também.


BARCELONA 5 X 2 LYON


O quarto maior artilheiro da história da UEFA Champions League (REUTERS)

Para quem precisava de um empate sem gols para se classificar, goleada. E feito inédito para Thierry Henry, agora quarto maior artilheiro da história da UEFA Champions League. O francês fez dois e Messi, Eto’o e Keita fizeram um cada. Makoun e Juninho fizeram os de honra do Lyon, que a cada ano explicita a sua fama de que só é bom na terra de Napoleão Bonaparte.


ROMA 1 X 0 ARSENAL
(ROMA 6 X 7 ARSENAL NOS PÊNALTIS)

Jogadores do Gunners festejam a classificação em Roma (REUTERS)

A Juventus foi eliminada pelo Chelsea. A Internazionale, pelo Manchester United. A Roma ficou com a incumbência de lavar a alma dos italianos contra os ingleses. Mas tal tarefa ficará para a temporada que vem, pois, mais uma vez, um time da terra da Rainha eliminou um time da bota. Bem que a Roma devolveu o placar de Londres, 1 a 0, com um gol do brasileiro Juan. Mas não conseguiu fazer o segundo no tempo regulamentar e nem na prorrogação. E levou a pior nos pênaltis. O brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva perdeu a sua cobrança, a primeira da disputa. Mas Vucinic também perdeu e, nas cobranças alternadas e Tonetto, quando poderia empatar a série em 7 a 7, isolou, dando a classificação aos Gunners.



PORTO 0 X 0 ATLÉTICO DE MADRID

Cristian Rodrigues tenta se livrar da marcação madrilenha (REUTERS)

Valeu a pena ter arrancado um empate com gols em Madrid para o Porto. Em casa, o time Jesualdo Ferreira empatou sem gols com o Atlético de Madrid e lavou a alma dos portugueses na competição, depois do vexame protagonizado pelo Sporting ante o Bayern de Munique – levou 12 gols em dois jogos, cinco em casa.



SOBRE O FLAMENGO (mudando de pato pra ganso, como diria José Trajano)

Jogadores comemeoram gol contra o Duque de Caxias (GLOBOESPORTE.COM)

Bruno ofende um dos maiores nomes da história do clube; Íbson deixa o coletivo jogando seu colete no chão; Juan reclama dos trabalhos físicos puxados... Sinceramente, os jogadores insatisfeitos da Gávea deveriam tomar uma decisão que acabaria de imediato com os problemas. Se a diretoria não paga os salários, o que os senhores estão fazendo no Flamengo ainda? Peguem as suas malas e procurem melhores condições de trabalho. O que não pode é todo dia pipocar uma nova confusão.

A saída de jogadores como o Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Juan, Íbson, Jônatas, Kléberson, Zé Roberto, Obina e Josiel poderia ser ótima para eles, que estariam livres para trabalharem em lugares que pagariam seus ordenados em dia e ótima para desafogar a folha salarial montada pela diretoria de futebol do clube, hoje em torno de 4 milhões de reais.

Só uma medida drástica como esta para a atual diretoria parar de viver de gastança. Principalmente gastança de um dinheiro que não tem.

terça-feira, 10 de março de 2009

JUVENTUS X CHELSEA


Disputa portuguesa pela bola no jogo entre Juventus x Chelsea: o time de Bosingwa levou a melhor sobre o time de Tiago. (Foto: Agência REUTERS)

Não sou muito fã de futebol europeu. Sou nacionalista de carteirinha e prefiro muito mais uma Libertadores da América à UEFA Champions League. Entretanto, não se pode ser alheio aos fatos. Um amante do futebol, que tem um espaço para falar de futebol na internet, não pode ignorar simplesmente o continente que abriga os maiores nomes do futebol atualmente. Inclusive os do futebol brasileiro. E por isso, a convivência na Universidade tem feito este que vos escreve se aproximar mais dos campeonatos de futebol do Velho Continente.

Hoje assisti uma das partidas de volta das oitavas-de-final da UEFA Champions League. Escolhi Juventus x Chelsea (pela ESPN Brasil, com o ídolo PVC).


PRIMEIRA ETAPA - O time da casa não de impôs

Gostei da postura do técnico da Juve, Claudio Ranieri, escalando Del Piero, Trezeguet e Iaquinta logo de início. Além de Pavel Nedved. Mas com Amauri no banco. Time bem ofensivo para a tentativa de inversão do placar da partida de ida em Londres, que foi 1 a 0 para os Azuis. Já Guus Riddink, invicto há cinco partidas no comando do Chelsea, escalou um time bem equilibrado, com Drogba e Anelka na frente e Essien e Lampard na armação das jogadas.

O primeiro tempo não teve um futebol primoroso, mas não deixou de ser carregado de emoção. Nedved deixou o campo cedo, após levar duas pancadas – uma na cabeça, outra na perna – e deu lugar à Salihamdzic. E aos 19 minutos, Iaquinta tabelou com Trezeguet. O Francês devolveu com uma excelente assistência, que acabou numa também excelente conclusão do camisa 9 da Vecchia Signora. Após abrir o placar, o time italiano deu aquela conhecida diminuída de ritmo. Pouco para quem queria quebrar o tabu da Champions da temporada passada, onde os três times italianos que participavam da fase de mata-mata foram eliminados por três times ingleses: Manchester United eliminou a Roma nas quartas e Liverpool e Arsenal eliminaram Internazionale e Milan respectivamente nas oitavas.

E o time inglês cresceu, obtendo, com o decorrer da partida, o domínio da posse de bola, porém pecando nas finalizações. Até o árbitro marcar uma falta inexistente – alegando que Tiago havia tocado com o braço na bola, mas a pelota havia acertado o peito do meia da Juventus: Drogba cobrou e a bola foi no cantinho, obrigando Buffon a fazer uma dificílima defesa. A bola foi no cantinho, e deu a impressão de que o goleiro da Juve tirou a bola de dentro. Mas as imagens mostraram que ela não chegou a entrar completamente.

O lance de perigo motivou o Chelsea, que chegou ao gol de empate logo em seguida: aos 45:50, Lampard arriscou de fora da área, Buffon espalmou no travessão e no rebote, Essien empurrou para as redes. A Juve precisava agora de mais dois gols para se classificar.

SEGUNDA ETAPA - Desespero e eliminação em casa para a Juve; festa azul em Turim

Na etapa final, as equipes não mexeram no intervalo. E a equipe da Juve veio nervosa demais em busca da classificação, esbarrando na boa defesa do Chelsea. Pelos 17 minutos, Ranieri sacou o autor do gol Iaquinta e colocou o jovem Giovinco, puxando Del Piero para o ataque. A mudança fez a equipe italiana pressionar mais, principalmente no jogo pelas pontas. Entretanto, o time Londrino sempre se mostrou seguro.

Aos 19:35, cruzamento de Salihamidzic, cabeçada de Trezeguet; bela defesa de Cech. Aos 25, entrada criminosa de Chiellini em cima de Drogba; o defensor já havia feito uma falta, onde levou cartão amarelo. Recebeu o segundo e foi expulso. Tudo para complicar a tarefa da Juve.

Mas aos 26, Del Piero cobra falta da entrada da área e, inexplicavelmente, Belletti, que havia entrado no lugar de Essien, coloca AS DUAS MÃOS NA BOLA DENTRO DA ÁREA! Pênalti, que Del Piero cobrou com muita categoria e colocou a Juve mais uma vez na frente do placar. QUERDIZER, COM MUUUUUUITA CATEGORIA!!!!! GRANDE DEL PIERO!!!! Juventus 2 x 1 Chelsea.

O jogo pegou fogo. Giovinco entrou bem na partida e ameaçava pela pontas. Já o Chelsea apostava nos contra ataques e na posse de bola no campo adversário. Mas perdendo a supremacia na posse de bola que havia conquistado no primeiro tempo.

Aos 33, o técnico da Juventus sacou Trezeguet e colocou o brasileiro Amauri. O francês, “pra variar”, deixou o campo reclamando da substituição.

Aos 37, Belletti se redimiu do erro: recebeu belo passe de Lampard na ponta direita e cruzou rasteiro para Didier Drogba, que empatou o jogo. O gol da classificação do time de Londres, já que mais uma vez o time de Turim precisaria de mais dois gols para se classificar. Hiddink então, para garantir o resultado, trocou zagueiros: tirou Alex e pôs o português Ricardo Carvalho, aos 42.

Completamente perdido dentro de campo, o time da Juventus se despediu da Champions em pleno Estádio Olímpico de Turim e não conseguiu quebrar o tabu da temporada passada. Já o Chelsea ganhou muita força com a chegada de Guus Hiddink e segue firme para se reabilitar da final do ano passado, onde perdeu para o Manchester United em Moscou na decisão por pênaltis.

OUTROS JOGOS

Comemorações dos classificados; Gerrard festejando um de seus gols na goleada por 4 a 0 em Liverpool, Podolski feliz por também fazer dois na goleada histórica em Munique e Llorente emocionado após fazer o gol da classificação do Villareal na Grécia. (Fotos: Agência REUTERS)

Não tenho a ESPN Internacional em casa, e não consegui ver a partida entre Liverpool x Real Madrid. Acompanhei o andamento da partida na transmissão de Juventus x Chelsea. QUE GOLEADA! Liverpool nas quartas com louvor, com dois de Gerrard; 4 a 0 no Anfield Road.

O Bayern de Munique, que tinha a tarefa mais fácil depois de golear o Sporting em Lisboa por 5 a 0 no primeiro jogo, deu mais um baile no jogo de volta em casa; 7 a 1! Goleada histórica que só veio para confirmar a classificação do time alemão.

E o Villareal, que havia empatado com o Panathinaikos em casa por 1 a 1 na partida de ida, venceu a os gregos em Atenas por 2 a 1 e passou para próxima fase.

PRÓXIMOS JOGOS
Amanhã, as decisões das outras vagas: o Manchester United recebe a Internazionale; a primeira partida foi 0 a 0 no Giuseppe Meazza. 0 a 0 leva a partida para a prorrogação e qualquer empate com gols dá a vaga aos italianos.

O Barcelona recebe o Lyon; na primeira partida, 1 a 1 em Lyon. Empate sem gols dá a vaga ao Barça e um novo 1 a 1 leva à prorrogação.

A Roma recebe o Arsenal; em Londres, deu Gunners: 1 a 0. Em casa, o time italiano terá a mesma missão que a sua coirmã Juventus teve hoje: vencer por dois gols de diferença ante um time inglês (olha o tabu aí...).

E o Porto recebe o Atlético de Madrid. Na primeira partida na Espanha, empate por 2 a 2. Empate sem gols ou por 1 a 1 dá a vaga ao Porto. O Atlético precisa de um empate por mais de três gols ou uma vitória em Portugal para passar de fase.

PS.: Para quem não gosta de futebol europeu, até que a tarde desta terça-feira foi emocionante. Jogaço em Turim, jogaço em Liverpool, jogaço em Munique e jogaço em Atenas. Até que o preconceito que hesitava em não ir embora já está de malas prontas. Estou pronto para mais emoções nos jogos de amanhã.

segunda-feira, 9 de março de 2009

ESTREIA TAÇA RIO / VOLTA DO FENÔMENO

GRANDES SEM DERROTA NA ESTREIA DA TAÇA RIO
Dentre os quatro, o Flu é o que mais preocupa; Vasco vem forte.



FLUMINENSE

No post passado, foi apontada a grande preocupação da torcida tricolor com o seu time para 2009. O Fluminense, assim como em 2004, quando brigou para não cair no Brasileirão, está montando um elenco recheado de craques que, pelo menos por enquanto, ainda não mostrou a que veio. Sufoco para eliminar o modesto Nacional de Patos na Copa do Brasil e sufoco para vencer o modesto Mesquita por “um a zerinho”, na estréia da Taça Rio. Parreira terá um longo trabalho...




VASCO

Depois da perda dos seis pontos que o tiraram a vaga na semifinal da Taça Guanabara, o Vasco estreou na Taça Rio “com a faca nos dentes”. Apesar do susto no início – quando um atacante do Friburguense ficou cara a cara com Tiago – o time de São Januário goleou o time de Nova Friburgo por 3 a 0 em casa e vem com tudo para levar a taça do segundo turno. Aos poucos, Dorival Junior vai montando o seu grupo para disputa da Série B, torneio mais importante para o Vasco em 2009. Élton, Pimpão e Nilton, além do nítido comprometimento de Carlos Alberto, têm sido gratas surpresas vindas de São Januário. Podem ser boas armas para o regresso à elite do futebol nacional.




BOTAFOGO

Vitória apertada do campeão da Taça Guanabara no primeiro jogo da Taça Rio. Ante uma equipe que foi muito mal na primeira fase, o Botafogo foi à Xerém e derrotou o Tigres do Brasil por 3 a 2. Foi nítida a queda de rendimento nas duas últimas partidas do Glorioso – contra o Dom Pedro Bandeirante, pela Copa do Brasil e a partida de ontem contra o Tigres. Entretanto, a vitória no início da segunda fase vem para mostrar a real vontade do Fogão de vencer também a Taça Rio e eliminar a grande final. Ney Franco vem fazendo o melhor trabalho entre os treinadores cariocas até agora.




FLAMENGO

É impressionante como o time do Flamengo consegue maquiar bons desempenhos. Na Copa do Brasil, eliminou o Ivinhema jogando um futebol medíocre e por 5 a 0. No sábado, levou um baile da Cabofriense no segundo tempo e mesmo assim, graças a três assistências primorosas de Léo Moura, venceu “confortavelmente” o time da Região dos Lagos por 3 a 1. Cuca precisa dar um jeito de acertar o lado esquerdo da defesa da equipe. E olha que ele nem tem o problema do coirmão Ney Franco, que sequer tem um jogador para a posição no elenco e seu time não tem sofrido tanto com o lado esquerdo da sua defesa quanto vem sofrendo Cuca com a sua equipe. Uma tese que vem se comprovando é que quanto Léo Moura atua bem, Juan vai mal; quanto Léo vai mal, Juan joga bem. Tem sido assim desde o ano passado, com raríssimas exceções.


RONALDO ESTÁ DE VOLTA!


Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM

No clássico entre Palmeiras e Corinthians de ontem em Presidente Prudente-SP, Ronaldo brincou com os companheiros de equipe no banco de reserva, ajudou a refrescar os titulares na parada técnica, entrou no segundo tempo e fez o gol de empate de cabeça, jogada que não lhe é muito habitual.

Se for este o Ronaldo que a torcida corintiana verá durante a temporada, o R9 pode curtir as noitadas que quiser. Romário vivia na noite carioca (paulista, mineira, gaúcha...) e nunca comprometeu seu rendimento por causa disso. Basta que Ronaldo siga o exemplo do Baixinho que pode, quem sabe, gravar seu nome na história na frente do eterno camisa 11.

Uma classificação para a Libertadores ou até mesmo o título no Brasileirão ajudará o Fenômeno a resgatar aquele monstro que se contundiu seriamente em 1999/2000 e foi campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002 sendo artilheiro da competição, além de ter uma belíssima passagem pelo Real Madrid – sendo também campeão mundial (de clubes) e artilheiro da Liga Espanhola – após este maravilhoso feito com a Amarelinha.

É ESSE O RONALDO QUE OS BRASILEIROS – E OS CORINTHIANOS PRINCIPALMENTE – QUEREM VER!

sábado, 7 de março de 2009

FAVAS CONTADAS



CARIOCAS NA COPA DO BRASIL

Como não poderia ser diferente, todos os cariocas estão classificados para a segunda fase da Copa do Brasil. Entretanto, soa um tanto estranha a dificuldade de um dos quatro grandes para se classificar.

Vasco, Flamengo e Botafogo prosseguiram sem a necessidade do jogo de volta. O Cruzmaltino, no dia 18/02, eliminou o Flamengo-PI com goleada por 4 a 1; o time nordestino é muito fraco tecnicamente e a classificação só não sairia se o próprio Vasco não quisesse. Muito para a vida na competição, mas pouco para instrumento de parâmetro. A Taça Rio dirá se o time que se classificou no campo – e foi eliminado no tapetão – na Taça GB continuará na mesma toada.

Mesma situação do Flamengo; o Ivinhema parecia entrar em campo pela primeira vez na vida; goleada rubro-negra por 5 a 0. A golada serviu para apagar a semifinal da Taça Guanabara, mas momentaneamente. O que se espera é que o volume de jogo apresentado contra a equipe do Mato Grosso se repita contra uma equipe de melhor nível técnico. Para ver se realmente Léo Moura é melhor na meia do que na lateral e se Kléberson deve ser titular.

Só o Botafogo enfrentou um adversário um pouco melhor tecnicamente – que acertou a trave de Renan por duas vezes – e, apesar de não fazer tanto esforço assim (a equipe não esteve ao nível da final da Taça GB), venceu por 2 a 0. Apesar dos sustos, a classificação era certa. E o planejamento de Ney Franco deu certo: ele terá mais tempo para preparar a sua equipe para a disputa da Taça Rio, que o alvinegro deseja conquistar para ser campeão estadual sem a necessidade da grande final.

Já o Fluminense suou. Esteve muito mal na partida de ida contra o Nacional de Patos (1 a 0 para o Flu) e, na partida de volta, foi beneficiado por um pênalti não existente marcado pela arbitragem (3 a 0). Parece que tal nível técnico – baixíssimo em relação ao elenco montado pela diretoria tricolor – foi crucial para a dispensa do técnico Renê Simões, que dará lugar ao tetracampeão mundial Carlos Alberto Parreira. Renê nem teve tempo de saborear o “filé mignon” de ter Fred no seu elenco. Injustiça. Contudo, que Parreira possa conseguir fazer a “máquina tricolor” engrenar. Pois até agora, a equipe tem atuado muito mal.

Foto: GLOBOESPORTE.COM

ESTRÉIA DE RONALDO / CLÁSSICO PAULISTA

Enfim Ronaldo estreou com a camisa do Corinthians. Favas já contadas. Entretanto, o importante a salientar é que enfim ele entrou em campo. Visivelmente fora de forma. Mas com a habitual categoria. Se o Douglas tivesse passado aquela bola...

Fica agora a expectativa para o clássico contra o Palmeiras. Para a vida corintiana na competição, seria mais interessante que Ronaldo ficasse no banco. Para o marketing do clássico, que ganhou logotipo próprio para promover a partida pelo mundo, é claro que R9 deve jogar.

Opinião do CANETA: Ronaldo deve entrar em campo quando estiver em condições. Ele está mais gordo do que antes da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. O nome da partida deve ser do lado alviverde: Keirrison que, quando chegar ao futebol europeu (ou até antes disso, se Dunga passar a enxergar mais o futebol local), será a D O N O da camisa 9 da Seleção Brasileira.

terça-feira, 3 de março de 2009

SOBRE A COPA DO BRASIL NOS CANAIS ESPN



Créditos: WWW.ESPN.COM.BR

O tema já um tanto quanto ultrapassado - cerca de cinco meses de atraso - principalmente pelo longo período de “estiagem” deste blog. Mas não pode ser deixado por um espaço que acompanha o esporte mais popular no Brasil. Tal assunto seria mais pauta para uma discussão nos corredores da FCS-Uerj (Faculdade de Comunicação Social da Uerj, onde este que vos escreve estuda) do que no Caneta de Chuteira. Entretanto, o torcedor/consumidor não pode ser eximido de algo que lhe interessa. E muito.

Depois de oito anos sem transmitir uma competição nacional, a ESPN Brasil enfim conseguiu os direitos da Copa do Brasil de 2009 e 2010. Assim, do nada? Não. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE, autarquia federal brasileira que tem como objetivo orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico, exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo (FONTE: Wikipédia), considerou abusivo o monopólio exercido pela Rede Globo nos direitos de transmissão de competições nacionais. E em acordo entre as ramificações da Globo (GLOBOSAT, Globopar) e CADE foi decidido que dentre as cinco competições mais importantes envolvendo clubes brasileiros (Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores, e Estaduais de Rio e São Paulo) as empresas terão de escolher três para transmitir com exclusividade entre 2009 e 2011. Sendo que, entre exclusividade de competições de cunho nacional, só poderia ser escolhida apenas uma: Brasileirão ou Copa do Brasil.

Foi baseada nesta decisão que a ESPN Brasil aproveitou a deixa e conseguiu os direitos de transmissão da Copa do Brasil de 2009 e 2010, podendo também renovar para 2011. E quem achou estranho a Sportv a transmitir a temporada 2009/2010 do Campeonato Italiano do nada, eis a reposta: para adquirir a competição nacional, a franquia brasileira do canal americano teve de ceder os direitos exclusivos de transmissão do Calcio que possuía para o canal da GLOBOSAT, num sistema parecido com o que a Rede Globo faz com a Bandeirantes no Brasileirão.

Uma grande vitória da ESPN Brasil, canal que tinha os mesmos direitos de transmissão dos concorrentes até a segunda metade dos anos 90, quando o monopólio da Globo começou a ser formado e quando as portas se fecharam para a franquia latina da ESPN americana. As portas fechadas para as transmissões foram abertas para o investimento em jornalismo e hoje o canal tem a melhor cobertura jornalística dentre todos os canais sobre esportes.

Chega a ser um tanto quanto antiético um futuro jornalista se posicionar sobre canais de televisão. Entretanto, para nós mesmos que daqui a pouco estaremos sendo lançados no mercado de trabalho, é ruim demais a formação de monopólios. O chamado “filé mignon” acaba sendo restrito. E a multiplicidade é boa não só para mais oportunidades de emprego para jornalistas e profissionais de televisão, mas também para o consumidor, que teria mais opções no controle remoto para escolher.

A influência exercida por monopólios já está tão grande que é difícil você convencer uma pessoa a assistir uma partida da Copa do Brasil na ESPN Brasil ou mesmo na TV Bandeirantes, que, exceto a Libertadores e as partidas da Seleção Brasileira, transmitirá as mesmas competições que a Rede Globo irá passar. Que o CADE continue a combater a prática abusiva de “direitos exclusivos”!

segunda-feira, 2 de março de 2009

APENAS O INÍCIO

Foto: André Durão/GLOBOESPORTE.COM

O título para o melhor time. Nada mais justo. O Botafogo apresentou o melhor futebol da Taça Guanabara e a taça está muito bem entregue em General Severiano. E mais: o determinado Ney Franco não se contentará com a simples vaga na decisão do estadual. O técnico quer a Taça Rio e ser campeão antecipadamente, fato que não acontece desde 1996, quando o Flamengo venceu os dois turnos e se sagrou campeão sem a necessidade da grande final.

Desde a primeira partida, contra o Boavista em Saquarema, o time da estrela solitária evidenciou a que veio na competição. A vitória sofrida por 2 a 1 apresentou um time à moda da origem do seu treinador: estilo mineirinho, comendo pelas beiradas. Comendo pelas beiradas, mas com qualidade. Que se aperfeiçoou no decorrer do torneio, principalmente depois da derrota para o Volta Redonda em pleno Engenhão.

A partir deste único revés na primeira fase do Estadual do Rio, o time fez quatorze gols e sofreu apenas três. Na última partida da fase de classificação, clássico contra o Flamengo, o time misto que Ney escalou teve mais volume de jogo do que o então invicto rival. Entretanto, levou um gol por pura desatenção no finalzinho da partida.

O erro no clássico contra o rubro-negro foi bem absorvido. Tanto que na semifinal contra o Fluminense, o alvinegro foi cirúrgico: 1 a 0, o gol de Fahel, numa jogada que deverá ser uma das armas do time de Ney Franco nesta temporada: bola parada, principalmente com cruzamentos de Maicossuel. E sem erros.

Na final, o Botafogo impôs a sua tradição e a sua sede de títulos diante de um adversário que vinha eufórico de uma vitória por 3 a 1 na semifinal contra o Flamengo. O Resende até começou ameaçando, mas quando o meio campo botafoguense que, segundo Ney Franco, será um dos cinco melhores do Brasil com o decorrer do trabalho, começou a funcionar, as chances apareceram. Marcaram Reinaldo, aproveitando falha da zaga no primeiro tempo, Lucas Silva, driblando o goleiro no início da etapa final sendo após do gol substituído, e Maicossuel, também no segundo tempo e aproveitando falha da zaga, os gols que deram o quinto título da Taça Guanabara ao clube da Estrela Solitária.

Ainda é cedo para afirmar: mas se o trabalho continuar evoluindo em General Severiano, os salários e premiações forem, como estão sendo, pagos em dia e se chegarem os reforços que Ney está pedindo, o ano do Glorioso pode ser não só de conquistas “caseiras”. Talvez a Estrela Solitária não chegue a brilhar tão forte como em 1995, ano do título nacional alvinegro. Mas título da Copa do Brasil e/ou vaga na Libertadores entre os quatro primeiros do Brasileirão não será surpresa.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

FORA DO AR




MAS, TÃO LOGO, O MELHOR DO FUTEBOL ESTARÁ DE VOLTA À ESTE ESPAÇO.
Aldevan Junior.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

VASCO 3 X 1 DUQUE DE CAXIAS


Carlos Alberto comomora gol com Ramón (FOTO: LANCENET)

COM DOIS DE CARLOS ALBERTO, VASCO VENCE O DUQUE DE CAXIAS
Meia esteve inspirado na vitoria do time da Colina por 3 a 1

O Vasco engatou a segunda vitória seguida no Campeonato Carioca ao vencer hoje em São Januário o Duque de Caxias por 3 a 1. O meia Carlos Alberto marcou dois. Nilton, de cabeça, fez o outro e Edvaldo fez o de honra dos visitantes. Com a vitória, o Cruzmaltino foi a seis pontos e entrou firme na disputa por uma vaga nas semifinais da Taça Guanabara no Grupo A. Já o Duque, permaneceu com um ponto e .

O time da casa impôs o seu ritmo de jogo contagiado pela boa presença da torcida nas arquibancada, apesar do forte calor que fazia na cidade do Rio de Janeiro. E logo aos 5 minutos, o zagueiro do Caxias Henrique errou e Alex Teixeira, em posição irregular, aproveitou para assistir Carlos Alberto dentro da área. O camisa 9 dividiu com Eduardo Teles e a bola entrou: 1 a 0. O árbitro Nilton Feitosa do Nascimento deu o gol para o meia do Vasco.

Entretanto, seis minutos depois de ter aberto o placar, o time de Dorival Junior retribuiu o presente da defesa adversária. Alan cruzou da esquerda, Amaral falhou feio, e a bola sobrou limpinha para Edivaldo, que não desperdiçou: 1 a 1.

Era o jogo dos erros defensivos. Aos 15, Alan não cortou um lançamento para Rodrigo Pimpão, e o atacante do time da Colina entrou livre na área. Mas foi derrubado por Borges: pênalti, que Carlos Alberto cobrou com categoria, no minuto seguinte, para colocar o Vasco novamente na frente do placar.

Após a intensa movimentação inicial, a partida foi caindo de produção até o final da primeira etapa.

Na segunda etapa, a confirmação da vitória vascaína.

A disposição das equipes voltou no início da segunda etapa, porém sem a qualidade apresentada no primeiro tempo. E a primeira boa chance foi do Caxias: Dudu entrou pela esquerda, mas Tiago interveio bem no lance para o gol de empate da equipe da Baixada, aos quatro.

Mas o domínio cruzmaltino foi maior. E aos 22, Paulo Sérgio cobrou falta da intermediária para o meio da área do time da Baixada. E Nilton subiu para completar de cabeça e fechar o placar em São Januário: 3 a 1 para os donos da casa.

O próximo compromisso do Vasco pela Taça Guanabara será na próxima quarta-feira contra o Resende no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 22h. Dorival Junior não poderá contar com Carlos Alberto, que recebeu o terceiro cartão amarelo (em três partidas disputas) e cumprirá suspensão automática. E o Duque de Caxias, joga na quinta-feira contra o Fluminense no estádio Los Larios, em Xerem, às 18h45m.

FICHA TÉCNICA (Lancenet):
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 31/1/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Nilton Feitosa do Nascimento (RJ)
Auxiliares: Vinicius da Vitória Nascimento (RJ) e Marcelo da Silva Cardoso (RJ)
Renda e público: R$ 118.405,00 e 6.144pagantes
Cartões amarelos: Jéferson, Nilton e Carlos Alberto (VAS); Borges, Douglas Silva, Eduardo Teles e Alan (DUQ)
GOLS: Carlos Alberto, 5'/1ºT (1-0), Edivaldo, 11'/1ºT (1-1), Carlos Alberto, 16'/1ºT (2-1) e Nilton, 22'/2ºT (3-1)

VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Nilton (Mateus, 26'/2ºT), Jéferson e Alex Teixeira (Faioli, 15'/2ºT); Carlos Alberto e Rodrigo Pimpão (Élton, 23'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

DUQUE DE CAXIAS: Borges, Douglas Silva (Jhon, 25'/2ºT), Henrique, Eduardo Teles e Alan; Léo Oliveira, Silva, Renatinho e Juninho (Cadu, intervalo); Dudu (Zé Carlos, 23'/2ºT) e Edivaldo. Técnico: Toninho Barroso (interino).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES


As torcidas dos quatro grandes times do Rio de Janeiro. Em sentido horário: Vasco, Botafogo, Flamengo e Fluminense. (fotomontagem de Aldevan Junior)


Que realmente a idéia da importância da formação dos times para o grosso da temporada –Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão – na disputa dos campeonatos estaduais esteja prevalecendo no Carioca 2009. Pois nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara foi impressionante a falta de qualidade física e técnica das equipes consideradas maiores.

O Vasco começou perdendo para o Americano por 2 a 0 em pleno São Januário. Mas refez-se do vexame no jogo seguinte, contra o Tigres do Brasil, em Xerém. Entretanto, a torcida do Cruzmaltino ainda não se refez da péssima primeira impressão que teve do time atuando em casa. Resta saber como a equipe irá se comportar contra o Duque de Caxias.

O Fluminense pareceu encher os olhos quando massacrou no início do jogo de estréia na Taça Guanabara contra a Cabofriense na Região dos Lagos (que na verdade deveria de chamar Região das Lagoas, já que lago é formado por água proveniente da água da chuva ou da nascente de rios, não por água do mar, como são as da região onde se encontra a cidade de Cabo Frio). Mas quando a equipe da casa entrou no jogo, a defesa da equipe de Renê Simões mostrou-se bastante vulnerável; tanto que levou três gols. Na segunda partida, empate em 0 a 0 contra o Madureira em pleno Maracanã. O Flu é o único dos grandes que ainda não ganhou.

O Botafogo é o que mais vem se esforçando para não perder pontos enquanto assiste a formação do grupo para as disputas dos torneios nacionais. Virou contra o Boavista em Saquarema (na “Região das Lagoas”) e fez o dever de casa contra o Macaé no Engenhão. Contudo, no mesmo momento que apresenta uma boa impressão, o time de Ney Franco pode fazer com que a torcida cobre pelo título do primeiro turno do Carioca, fato que pode não acontecer em virtude principalmente do já apontado desejo de formação de um grupo ideal.

E o Flamengo deixou, pelo menos para os seguidores que enxergam que a qualidade do time atual não necessita de “ajuda externa”, a mesma impressão dos últimos anos: do que adianta jogar, se quando as coisas ficam difíceis para o rubro-negro, a arbitragem vai lá e ajuda? O impedimento não marcado contra o Friburguense – onde Victor Hugo estava 3,15m de posição legal no gol que marcou, mas o lance foi anulado pelo árbitro assistente Luiz Antônio Muniz – foi fato que a torcida já conhece há tempos. E o pior: o pênalti que deu a vitória ao Mengão em seu segundo compromisso, contra o Bangu, não existiu. E o “mais pior”: em nenhuma das duas partidas, o time de Cuca mostrou o futebol do ano passado e cansou-se, em sua maioria, rapidamente, evidenciando a necessidade de mais trabalho físico.

Não é inoportuno ainda usar a premissa de que os trabalhos ainda estão começando e que é difícil cobrar no início. Mas a primeira impressão deixada pelas equipes do Rio de Janeiro nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara é de que T O D O S devem se preocupar exclusivamente em buscar a melhor formação – casos de Vasco, Botafogo e Fluminense – ou retomar o futebol já apresentado no ano passado, caso do Flamengo, para a disputa dos torneios considerados mais importantes.

Do que adianta o Vasco vencer o Carioca e permanecer na Série B? Do que adianta o Flu retomar a sua hegemonia em número de títulos no Estado e não se classificar para a Libertadores? Do que adianta o Botafogo vencer o Carioca e não conquistar um título nacional, fato que não ocorre há 14 anos? E, por fim, do que adianta o Flamengo ser penta-tri e passar o Fluminense no número de títulos estaduais e continuar com os vexames como os categóricos Flamengo 0 x 3 América-MEX e Flamengo 0 x 3 Atlético-MG, ambos no Maracanã, em momentos importantes da Taça Libertadores e do Brasileirão, respectivamente?

É certo que todas as torcidas prefeririam que seus clubes vencessem tudo, principalmente a do Flamengo, que está esperançosa pelo penta-tri e pela ultrapassagem sobre o Fluminense no número de títulos estaduais pela primeira vez na história. Todavia, pelo futebol apresentado até agora por todas as equipes, é melhor que estas se foquem em ganhar notoriedade nacional, pois o estado do Rio de Janeiro está precisando: desde o título do Vasco em 2000 que um carioca não levanta o caneco do Brasileirão.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

PRIMEIRA RODADA TAÇA GUANABARA 09


Alvinegros comemoram na vitória (Crédito: Gilvan de Souza - LANCENET)


É difícil, para quem gosta de futebol, comentar somente sobre um campeonato regional. São tantos que o coração já pesa em pensar que muitos não serão lembrados. O critério adotado pelo CANETA DE CHUTEIRA, por enquanto, será a localidade do blog. Portanto, apenas o Campeonato Carioca será abordado por aqui, com foco, a princípio, nos grandes clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.

Devido à falta de tempo do blogueiro que vos escreve, os clubes de menor investimento ganharão espaço assim que forem conquistando notoriedade no Cariocão 2009, como, por exemplo, se o bom Friburguense, PREJUDICADO PELO ÁRBITRO ASSISTENTE LUIZ ANTÔNIO MUNIZ DE OLIVEIRA NESTE DOMINGO NO MARACANÃ, chegar a uma semifinal da Taça Guanabara ou Rio.

Isto posto caros leitores/amigos, vamos ao que interessa: F U T E B O L ! Por ordem de estréia: VASCO, BOTAFOGO, FLAMENGO E FLUMINENSE.


VASCO ESTREIA COM DERROTA EM CASA NO CARIOCA
Equipe de Dorival Jr. Perde para o Americano por 2 a 0
(matéria publicada no site Vitrine Esportiva:
www.vitrineesportiva.com.br)

No seu primeiro jogo oficial após o rebaixamento para a Série B do Brasileirão, o Vasco perdeu para o Americano, em pleno São Januário, por 2 a 0, na estréia do Campeonato Carioca 2009. O meia Éberson, da equipe de Campos, marcou os dois gols da partida.

O embate evidenciou a falta de entrosamento da equipe cruzmaltina. Tanto que o primeiro lance de perigo do time de Dorival Júnior aconteceu apenas aos 16 do primeiro tempo, com Rodrigo Pimpão, que também assustou o gol adversário com uma cabeçada ao completar cruzamento de Paulo Sérgio.

Entretanto, do outro lado, o Americano se aproveitou dos problemas adversários e ameaçava preenchendo os espaços deixados pelo Vasco. E aos 34 Kieza fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Eberson, que dominou e chutou, marcando um belo gol. O time da casa tentou responder prontamente, mas outra vez Rodrigo Pimpão foi infeliz na conclusão. Antes do término da 1ª etapa, Carlos Alberto perdeu boa chance de cabeça.

Para o segundo tempo, Dorival Junior colocou um homem de referência no ataque, já que Pimpão não tem esta característica e Alex Teixeira é meia de origem e foi muito mal na frente. E foi exatamente o prata da casa que saiu, para dar lugar a Faioli.

O Vasco, aos trancos e barrancos, com uma evidente falta de conjunto, tentava reagir. Porém, continuou errando muito, perdendo boas chances e se descuidando na defesa. E o time de Campos ameaçava nos contra ataques, explorando a fragilidade da defesa do rival. Até que aos 30, Éberson, o nome do jogo, recebeu novamente de Kieza, driblou Tiago e fechou o placar.

Com o resultado, o Vasco ficou em último na tabela do Grupo A da Taça Guanabara, que ainda tem Fluminense e Cabofriense para estrear. O próximo confronto do time da Colina será na próxima quarta-feira contra o Tigres do Brasil, no Estádio Los Larios, em Xerém. Já o Americano lidera o mesmo grupo. O time de Campos enfrenta o Duque de Caxias na terça-feira no Godofredo Cruz, em Campos.

FICHA TÉCNICA (Lancenet):
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 24/01/2009 - 18h15 (de Brasília)
Árbitro: João Batista Arruda
Renda/público: R$ 186.385,00 / 9.204 pagantes
Cartões amarelos: Titi, Carlos Alberto, Paulo Sérgio (VAS); Kim, Eberson, Ernani (AME)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Eberson, 34'/1ºT (0-1); Eberson, 30'/2ºT (0-2)

VASCO: Tiago, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Ramon; Amaral, Léo Lima (Nílton, 16'/2ºT), Jéferson e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Faioli, intervalo) e Rodrigo Pimpão (Carlos Antônio, 19'2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

AMERICANO: Jefferson, Élson, Carlão e Ânderson; Gil, Siller (Renan, intervalo), Kim, Eberson (Cafezinho, 42'/2º) e Ernani; Kieza e Diego (Paulo Henrique, 29'/2ºT). Técnico: Paulo Marcos.


MAICOSUEL GARANTE OS TRÊS PONTOS EM SAQUAREMA
Novo camisa 10 do Fogão marca os dois gols da vitória sobre o Boavista por 2 a 1

Mesmo sem Reinaldo, que se lesionou no final da pré-temporada, o Botafogo estreou com vitória no Grupo B da Taça Guanabara ao vencer o Boavista em Saquarema por 2 a 1. O novo camisa 10 do Fogão Maicosuel marcou os dois gols da partida, com Tony descontando.

Vencer na estréia é sempre bom. E como já foi escrito neste espaço, O TIME DO BOTAFOGO CONTRATOU BEM. Ney Franco sabe o que quer e escolheu atletas que podem das muitas alegrias à torcida do Fogão. Tanto que declarou ao diário Lance de sábado 24/01 que o Botafogo terá um dos melhores meios de campo do Brasileirão. Quanto ao Carioca, o time de General Severiano quer jogar água no chope dos rubro-negros, que querem o penta-tri neste ano. Se mostrar a superação do jogo de sábado em Saquarema, tem tudo para ser bem sucedido.

NOTA: Este foi o único jogo dos grandes que não consegui assistir. Por isso o texto mais curto. Ok, torcida do Fogão? Na próxima, será feito um esforço para dar o espaço que o time da Estrela Solitária merece aqui no CANETA.

FICHA TÉCNICA (Lancenet)
Estádio: Elcyr Resende, Saquarema (RJ)
Data/hora: 24/01/2009 - 16h (de Brasília)
Renda e público: R$ 65.308,50 e 4.500 pagantes (5.000 presentes)
Árbitro: Marcelo de Souza Pinto (RJ)
Cartões amarelos: Lucas Silva (BOT), Têti (BOA), Leandro Guerreiro (BOT), Alessandro (BOT),
Victor Simões (BOT), Emerson (BOT), Gustavo (BOA).GOLS: Maicosuel, 16'/1ºT (0-1); Tony,
46'/1ºT (1-1), Maicosuel, 48'/2ºT (2-1).

BOAVISTA: Vinícius, Rogério Rios, Pessanha (Gustavo, 33'/2ºT)), Santiago e Hamilton; Thiaguinho, Bruno Moreno (Cocito, 25'/2ºT), Leandro Cruz e Têti; Roberto Santos (Felipe Adão, 33'/2ºT)) e Tony. Técnico: Julio Marinho.

BOTAFOGO: Renan, Alessandro, Emerson, Juninho e Eduardo (Thiaguinho, 8'/2ºT); Leandro Guerreiro, Léo Silva, Maicosuel e Lucas Silva (Túlio Souza, 31'/2ºT); Diego (Laio, 37'/2ºT)) e Victor Simões. Técnico: Ney Franco.



AJUDADO PELA ARBITRAGEM, FLA ESTREIA COM VITÓRIA
Lateral esquerdo Juan marcou o gol da vitória por 1 a 0

Era o jogo de estréia do apontado favorito no Grupo B da Taça Guanabara. O Flamengo, que pouco mudou o elenco para 2009, entrou em campo para enfrentar o Friburguense, que iniciou a preparação para o Carioca 2009 em dezembro do ano passado.

E o embate foi característico de início de temporada: jogadores ainda sem ritmo de jogo e pouca qualidade apresentada nas quatro linhas. O Flamengo não foi nem sombra daquele que foi 5º no Brasileirão 2008. A equipe de Cuca esteve lenta demais, com exceção ao estreante Willians, que mostrou disposição. Mas mesmo assim, as melhores chances do primeiro tempo foram do clube da Gávea; três com Obina e uma com Kléberson, de fora da área. Todas pararam no muro que vestia a camisa 40 do Frizão; o quarentão goleiro Adriano, o nome do primeiro tempo.

A equipe de Nova Friburgo veio disposta a aproveitar o tempo maior de preparação para sair do Maracanã com um bom resultado. E essa estratégia quase deu certo no início do segundo tempo, quando Thiago chutou de fora da área e Victor Hugo, EM POSIÇÃO LEGALÍSSIMA (3,15m segundo o tira teima da transmissão da Rede Globo), pegou o rebote da defesa de Bruno para tocar para o fundo das redes. Entretanto, o árbitro assistente Luiz Antônio Muniz de Oliveira levantou a bandeira e o árbitro principal Leonardo Garcia Cavaleiro marcou impedimento no lance e anulou o gol do Friburguense.

Depois do lance polêmico, a partida caiu muito de produção. Tanto que o gol do jogo foi marcado numa jogada onde a qualidade técnica não foi a tônica. Aos 12 da etapa final, Éverton, que havia entrado no intervalo no lugar de Marcelinho Paraíba, recebeu lindo passe de Juan na grande área, mas errou bisonhamente o chute. Na sobra, Íbson cruzou, Obina dominou e chutou mal, Adriano não segurou a bola, dividiu com Éverton e Juan apareceu no meio da confusão para marcar o gol da vitória do Fla.

É cedo ainda para falar. O time de Cuca esteve mal, mas, como o próprio treinador mencionou no final da partida, seu grupo cansou muito rápido. Nada que um bom trabalho de preparo físico não resolva. Todavia, não merecia sair do Maracanã com os três pontos; o Friburguense jogou um bom futebol de contra ataque e teve um gol legal anulado pela arbitragem. O placar moral do jogo seria 1 a 1.

O Fla enfrenta o Bangu na próxima quinta-feira em Moça Bonita. Já o Frizão recebe o Mesquita no Eduardo Guinle.

FICHA TÉCNICA (Lancenet)
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 25/01/2009 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Assistentes: Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Lilian da Silva Fernandes
Renda/público: R$ 562.847,00/ 34.132 pagantes
Cartões amarelos: Ronaldo Angelim, Leonardo Moura (FLA); Gilson, Alex (FRI)
GOL: Juan, 12'/2ºT


FLAMENGO: Bruno, Aírton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Willians, Kleberson (Fierro, 30'/2ºT) , Ibson e Juan (Toró, 40'/2ºT); Marcelinho Paraíba (Everton, intervalo) e Obina. Técnico: Cuca.

FRIBURGUENSE: Adriano, Wallace, Crispin, Cadão e Gilson; Sergio Gomes, Elan (Emerson, 25'/2ºT), Victor Hugo (Ziquinha, 25'/2ºT) e Cassiano; Alex (Hércules, 14'/2ºT) e Tiago. Técnico: Cleimar Rocha.



FLU COMEÇA BEM, MAS PERMITE A VIRADA EM CABO FRIO
Diguinho abre o placar, mas Cabofriense vira e vence por 3 a 1

O Fluminense foi à Região dos Lagos como o Botafogo para estrear no Campeonato Carioca 2009. Mas não voltou com três pontos como o co-irmão. O time de Renê Simões até saiu na frente do placar, mas relaxou e permitiu a virada: 3 a 1 para a Cabofriense.

O início da partida foi marcado pela supremacia do tricolor das Laranjeiras, que ameaçava o gol de Flávio se aproveitando do nervosismo da equipe da casa. E logo aos três minutos, Roger fez jogada típica de pivô de futsal, recebendo de costas para a zaga e rolando para Diguinho, que vinha de trás, soltar a bomba rasteira que morreu no cantinho do careca goleiro do time de Cabo Frio: 1 a 0 Flu.

Após o gol, o Fluminense continuou a ameaçar a meta adversária. Porém, pecava demais nas finalizações. Leandro Amaral perdeu uma ótima chance, cara a cara com Flávio. Foi depois deste susto que a Cabofriense acordou na partida e aproveitou a deficiência da defesa do Flu. Aos 29, Roberto foi à linha de fundo e os dois zagueiros de área do tricolor carioca foram para cima dele, abrindo um verdadeiro buraco no miolo da zaga. O atacante notou o erro de posicionamento da defesa adversária e rolou para dentro da área, onde encontrou Ramon que, com a marcação apenas de Wellington Monteiro, aproveitou o espaço para empatar o jogo.

O primeiro tempo ia terminando e quando tudo caminhava para o empate, Roberto recebeu lançamento nas costas de Wellington Monteiro, entrou na área e chutou forte, vencendo Fernando Henrique: 2 a 1, virada do time da casa ainda no primeiro tempo.

O Fluminense não mostrou futebol convincente na etapa final para merecer inverter ou reverter o placar, continuando a perder chances claras de gol. Leandro Amaral estava num dia ruim. Até Fábio Tenório ser expulso aos 14 minutos. O time de Renê Simões partiu para cima, mas parava no goleiro Flávio, que fez grandes defesas.

A superexposição do time fragilizou ainda mais o sistema defensivo tricolor. E aos 36, o volante Da Silva, ex-Flamengo, arrancou com liberdade, deixou Jaílton no chão e tocou no canto de FH para fechar o placar no Correão: 3 a 1 para a Cabofriense, líder do grupo A junto com o Americano com três pontos.

Na próxima rodada, quarta-feira, o Fluminense pega o Madureira no Maracanã. Já a Cabofriense vai à Resende enfrentar o time da casa.

FICHA TÉCNICA (Lancenet)
Estádio: Alair Corrêa, Cabo Frio (RJ)
Data/hora: 25/01/2009 - 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)
Auxiliares: Silbert Faria Sisquim e Wendel de Paiva Gouvêa
Renda/público: R$ 86.000/ 4.900 pagantes
Cartões amarelos: Fábio Tenório, Márcio, Da Silva, Valdir (CAB); Diguinho (FLU).
Cartões vermelhos: Fábio Tenório, 15'/2ºT
GOLS: Diguinho, 4'/1ºT (0-1); Ramon, 29'/1ºT (1-1); Roberto, 44'/1ºT (2-1); Da Silva, 36'/2ºT


CABOFRIENSE: Flávio, Valdir, Demerson, João Paulo e Gerson (Nata, 30'/2ºT); Da Silva, Márcio, Fábio Tenório e Ramon (Wesley, 9'/2ºT); Fabinho e Roberto (Felipe Dias, 15'/2ºT). Técnico: Ademir Fonseca.

FLUMINENSE: Fernando Henrique, Wellington Monteiro, Edcarlos, Luiz Alberto e Leandro; Jaílton, Diguinho (Marquinho, 24'/2ºT), Leandro Domingues (Tartá, intervalo) e Conca; Leandro Amaral e Roger (Alan, 15'/2ºT). Técnico: René Simões.

Confira outros resultados da rodada e a classificação clicando aqui.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ESCLARECIMENTO AOS LEITORES

Bem que este que vos escreve gostaria de manter a periodicidade característica deste blog.

Acontece que os professores da querida Universidade do Estado do Rio de Janeiro entraram em greve de setembro a novembro de 2008. E estão em pleno vapor agora. Só na semana que vem, serão três provas.

Para não comprometer o conteúdo apaixonado do CANETA, as postagens foram deixadas de lado para que o tempo destinado a elaboração dos textos que aqui seriam publicados fosse preenchido com a leitura dos livros e pequenos textos da faculdade.

Entretanto, será feito um esforço para que na segunda-feira saia uma postagem especial sobre o início do Campeonato Carioca.

O CANETA agradece a compreensão dos leitores.

ALDEVAN JUNIOR.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

MERCADO DA BOLA 2009: PARTE 2



O mercado da bola continua agitado. Tanto que Jael, anunciado como reforço do Bahia, acertou mesmo com o Cruzeiro, vindo do rival Atlético-MG. Confira hoje a continuação das análises das contratações/dispensas/negociações dos clubes da Séria A. Os times de hoje são Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Goiás e Grêmio.

CRUZEIRO:
O bom trabalho de Adilson Batista continuará em 2009. O que não se consegue entender é por que ter, pelo menos, nove atacantes no elenco com condições de ser titulares. Além de já contar com Thiago Ribeiro, Guilherme, Rômulo, Jajá e Wanderley, chegaram ainda Wellington Paulista, Soares, Alessandro e Jael, de Botafogo, Grêmio, Albirex-JAP e Atlético-MG, respectivamente. Além dos atacantes, chegaram o meia Marcinho, que retornou de empréstimo ao futebol japonês e o zagueiro Leonardo Silva, ex-Vitória, contratado para o lugar de Thiago Martinelli, que voltou para o Cerezo Osaka-JAP.

Fora Thiago, também deixaram a Raposa Léo Silva e Wellington (ambos para o Botafogo), Leandro Domingues (Fluminense), Javier Reina (Vitória), Flávio (goleiro, para o Cabofriense), e Maurinho e Bruno (dispensados).

Manter a base é sempre bom e o Cruzeiro faz isso para 2009. O que é realmente inexplicável é ter nove atacantes no elenco. Tanto Perrelas quanto a dupla Márcio Braga/Kléber Leite, do Flamengo, adoram comprar...


FLAMENGO:
Apenas do BOM TRABALHO de Caio Junior, que fez o time conquistar três pontos a mais no BR 08 em relação ao BR 07, a diretoria o dispensou por não ter conquistado ao menos uma vaga na Libertadores. E para seu lugar trouxe Cuca. Sinceramente, SEIS por MEIA DÚZIA.

Pelo menos, o binômio já mencionado Márcio Braga/Kléber Leite manteve a base, perdendo apenas Jaílton, para o Fluminense, Dininho, para o Santo André, Luizinho, para o Santos, dispensando o zagueiro Leonardo e emprestando os Fernandos (Fernandinho e Fernandão) para o Volta Redonda.

Saíram reservas e chegaram jogadores para compor elenco; a dupla contratada junto ao Santo André Douglas (zagueiro) e Willians (volante) e os retornos de empréstimo dos atletas que estava no Paraná; Guilherme Camacho (meia), Rômulo (volante), Fabrício (zagueiro) e Éder (atacante). Ainda falta um bom nome para a camisa 10 e para a camisa 9 do Mengão.


FLUMINENSE:
A diretoria do tricolor carioca manteve Renê Simões. Mas perdeu o seu melhor zagueiro, o ídolo da torcida Thiago Silva, que foi para o Milan-ITA e para chegar ao posto de titular da seleção brasileira brevemente. E ainda sofreu um duro golpe do São Paulo, que tirou três titulares do Flu: Junior César, Arouca e Washington. Saíram também das Laranjeiras o LD Carlinhos (Náutico), Ygor (Portuguesa), Somália (Náutico), Roger (dispensado) e Diego (goleiro, dispensado).

A reposição, assim como a do coirmão Botafogo, está sendo boa. Chegaram párea a defesa os zagueiros Xandão (ex-Guarani) e Cássio (ex-Avaí) e os laterais Mariano (direito, ex-Atlético-MG) e Marquinho (esquerdo, ex-Figueirense); para o meio, os já citados Jaílton, Diguinho e Leandro Domingues e para o ataque o retorno de Leandro Amaral, apresentado com pompa de estrela, e Válber (ex-Avaí). Leandro, lateral-esquerdo que disputou o BR 08 pelo Palmeiras, deve acertar nas próximas horas.

Perder três atletas para o mesmo time não deve ser fácil... Mas o Flu renasce das cinzas com dignidade.


GOIÁS:
Depois do bom returno no BR08, a diretoria do Goiás até queria manter a base bem montada pelo técnico Hélio dos Anjos. Entretanto, pode perder boas peças da equipe titular que serão difíceis de serem repostas num mercado nacional tão restrito de bons jogadores. Já deixaram o Esmeraldino os titulares Fahel (Botafogo), Rafael Marques (Grêmio) e Paulo Baier (Sport). Felipe, reserva, foi para o Paulista. E ainda podem sair os alas Vitor e Júlio César, destaques da equipe em 2008. Foram dispensados o autor do gol do título mundial do Internacional em 2006 Adriano Gabiru, o argentino Frontini, Fausto, Fredson e Fernando (irmão do Carlos Alberto, que negocia com o Vasco).

Chegaram o zagueiro Leandro Euzébio (ex-Omyia Ardija-JAP), os meias Gomes (ex-Figueirense), Éverton (sem clube), Rafinha (ex-São Caetano) e o bom atacante Felipe (ex-Náutico), melhor contratação esmeraldina até agora.

É difícil competir com o mercado hoje em dia. O Goiás, que já chegou a perder toda a sua espinha dorsal para o São Paulo de 2003 para 2004, pode ficar sem a mesma de 2008 para 2009. Hélio dos Anjos praticamente terá que partir do zero nesta temporada.


GRÊMIO:
Depois do vice-campeonato nacional em 2008, o Grêmio se volta agora para a disputa de uma competição em que gosta muito de participar: a Copa Libertadores da América. Celso Roth renovou. O elenco sofreu algumas baixas, que foram repostas com atletas de mesmo nível. Deixaram o Olímpico os zagueiros Pereira (Coritiba) e Jean (Corinthians), o lateral-direito Paulo Sérgio (Vasco), o volante Rafael Carioca (Spartak Moscou-RUS) e os atacantes Marcel (Vissel Kobe-JAP), André Luis (Vitória) e Soares (Cruzeiro).

Para compensar estas saídas, chegaram os zagueiros Fábio Ferreira (ex-Corinthians) e Rafael Marques (ex-Goiás), os laterais Ruy (ex-Náutico) e Fábio Santos (ex-Santos), o meia Diogo (ex-Figueirense) e os atacantes Tadeu (volta de empréstimo ao Figueirense), Jonas (volta de empréstimo à Portuguesa) e Alex Mineiro, de uma excelente média de gols em 2008 atuando pelo Palmeiras.

A base foi mantida. E a saída de Marcel foi reposta com um goleador mais eficiente.2009 para o Grêmio deve ser de muitas alegrias.

AMANHÃ: INTERNACIONAL, NÁUTICO, PALMEIRAS, SANTOS E SANTO ANDRÉ.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

VOLTA AOS TRABALHOS!


Depois das férias, o Caneta está de volta! Com a mesma disposição para falar sobre o tema principal do blog: F U T E B O L!

Raramente posto aqui em primeira pessoa. Mas por se tratar de um blog sobre futebol, onde não faltam palpiteiros aqui no Brasil, é até estranho que um blogueiro às vezes não coloque explicitamente as suas opiniões no ar. Vou começas as postagens de 2009 com um texto em primeira pessoa, para falar do quão eu gosto desta época do ano, onde os clubes começam a formar as suas equipes para a temporada.

Como disse, a época é de (re)montagem. Vou tentar traçar um prognóstico de todos os clubes da Série A no que diz respeito a contratações e dispensas em quatro partes atualizáveis (com 5 clubes cada). Adoro fazer isso!

ATLÉTICO MINEIRO:
A diretoria do Galo dispensou o treinador Marcelo Oliveira, apesar deste ter salvado o time de um vexame depois dos insucessos de Geninho e Gallo. Oliveira tinha um pleno conhecimento da base do clube, por ser oriundo de lá, mas os cartolas atleticanos preferiram mandá-lo embora. Para o seu lugar, trouxeram Emerson Leão. Sinceramente, uma péssima troca. Começa-se tudo do zero outra vez, quando se poderia dar continuidade a um bom trabalho . Nos bastidores, destaque para a contratação do ex-presidente do Botafogo Bebeto de Freitas para a diretoria de futebol.

Sobre jogadores, o elenco não conta mais com o sérvio Petkovic (dispensado), César Prates foi para a Lusa, Gedeon para o Paraná e Jael para o Bahia. Bom para o Galo foi o retorno de Éder Luís, emprestado ao São Paulo. Além dele, voltou também de empréstimo, só que do Goiás, o lateral-esquerdo Thiago Feltri. Além da contratação do volante Junior,revelado pelo Flamengo (regular, na minha opinião), bancado por Bebeto no time de Minas.


ATLÉTICO PARANAENSE:
Só chegou um: Jorge Preá, ex-Palmeiras. O atacante não teve muitas oportunidades no time de Luxemburgo e por enquanto é o único que chegou ao Furacão. Entretanto, uma barca rubro-negra já zarpou: o zagueiro Danilo foi para o Palmeiras, o atacante Joãozinho para o Ipatinga e os meias Rodriguinho, Kelly e Fernando foram dispensados. Parece que o Furacão deseja manter a base e o trabalho de Geninho, que salvou o time do rebaixamento no BR 08.


BOTAFOGO:
Reformulação geral. A começar pela diretoria, onde agora Maurício Assumpção é o novo presidente, prometendo novos tempos em General Severiano. No time, a manutenção de Ney Franco e uma lista extensa de dispensados ou negociados: para São Paulo, foram cinco jogadores; Jorge Henrique e Túlio para o Corinthians, Lúcio Flávio e Triguinho para o Santos e Renato Silva para o São Paulo. Wellington Paulista foi para o Cruzeiro, o zagueiro Édson para o Fortaleza, o atacante Alexandro para o recém promovido à Série A Santo André e Diguinho, disputado pela dupla Fla-Flu, foi parar no Flu. Já André Luis, Fábio, Gil e Luciano Almeida foram dispensados.

Para compensar a perda de 13 atletas, o Fogão já repôs 10. Com até mais qualidade do que os que se foram. A começar pelo setor defensivo, que ganhou o retorno do capitão Juninho, Wellington, (zagueiro, ex-Cruzeiro) e Teco (zagueiro, ex-Grêmio). Para o meio, chegaram os volantes Fahel, ex-Goiás e Léo Silva, ex-Cruzeiro e os meias Batista, ex-Avaí e Maicosuel, ex-Palmeiras. E para o ataque, chegaram Reinaldo, revelado pelo Flamengo, que passou por São Paulo, PSG e estava no JEF United do Japão e Jean Carioca, do ABC-RN. Ainda podem reforçar o ataque Weldon, que negocia salários para acertar e Carlinhos Bala, que gostou da proposta do Bota.

Analisando friamente os nomes que chegaram, o ano de 2009 pode ser de realizações para o Botafogo.


CORINTHIANS:
A principal contratação não foi a de Ronaldo. Mas sim a continuidade do trabalho de Mano Menezes, um dos melhores treinadores do Brasil na atualidade (o segundo: está atrás apenas de Muricy, na minha opinião).

Mas não há como fugir do assunto R9. O Fenômeno foi para aquele time que lhe fez uma proposta formal para jogar. O Flamengo, acusado de levar uma volta do craque, deveria se envergonhar de mais uma gafe.

Como Ronaldo certamente não participará de todas as partidas do Timão, a diretoria do clube trouxe um “camisa 9b”, para que o ataque não dependa unicamente dos gols do “camisa 9a”: Souza, ex-Flamengo e Panathiakos-GRE. Além de Souza, chegaram ao já mencionados Túlio e Jorge Henrique, do Botafogo e os zagueiros Jean, ex-Grêmio e Escudero, ex-Argentinos Juniors-ARG.

Saíram poucos: Fábio Ferreira para o Grêmio, Careca para o Oeste-SP e Perdigão, Rafinha, Marcel e Bebeto, estes dispensados.

O Timão só fez manter a boa comissão técnica e o seu bom elenco, reforçando este último principalmente com o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo e com o artilheiro do Brasileirão 2007. Tem tudo para decolar ainda mais alto em 2009.


CORITIBA:
Começo com uma pergunta: você dispensaria Dorival Junior para contratar Ivo Wortmann? Eu não. A diretoria do Coxa fez isso e deu um ótimo treinador de bandeja para o Vasco.

Pelo menos, os cartolas não desmancharam a base montada por Junior no clube: apenas três titulares deixaram/deixarão o clube; o zagueiro Maurício foi para o Palmeiras, o lateral-esquerdo Ricardinho negocia com o futebol europeu e Keirrison vai para o Palmeiras quando o seu contrato com o Coxa terminar em abril. Saíram também os atacantes Thiago Silvy, Guilherme Moreira (ambos para o Botafogo-SP) e Cadu e o lateral-esquerdo Rubens Cardoso (ambos para o Bahia).

Além de Ivo Wortmann, chegaram ao Coritiba os zagueiros Pereira, ex-Grêmio, e Cleiton, ex-Toledo-PR, o lateral-direito Márcio Gabriel, ex-Ipatinga, os meias Rodrigo Pontes (ex-Barueri), Vicente (ex-Ponte Preta) e Adriano (ex-J. Malucelli) e os atacante Marcos Aurélio, ex-Santos e que estava atuando pelo Shimizu S.Pulse-JAP. Marcos Aurélio por Keirrison não é o ideal, mas é uma aposta. Bobeira maior foi a dispensa de Dorival Junior.

AMANHÃ, ANÁLISE DE CRUZEIRO, FLAMENGO, FLUMINENSE, GOIÁS E GRÊMIO.

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